Talles Barreto diz que vai processar Major Araújo por ofensas e ameaças

Depois de atirar um tablet no colega após discussão na quinta-feira, Major afirmou que queria “rachar a cabeça” de Talles. Parlamentar cobrou posicionamento da Casa

| Foto: Y. Maeda

Talles: “Ele afirmou que eu sou desonesto, vai ter que provar isso”| Foto: Y. Maeda

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (1º/10) foi encerrada antes da hora depois que o deputado Major Araújo (PRP), em um ataque de raiva, atirou um microfone e um tablet na direção do colega de Casa, Talles Barreto (PTB). Depois do ocorrido, Major Araújo ainda ameaçou Talles de morte: “Ele disse várias vezes que queria rachar a minha cabeça, vir ao meu gabinete e me encher de bala”, apontou Talles.

Frente às declarações do Major, Talles afirmou que vai tomar medidas em relação não só à ameaça de morte, mas também sobre ofensas de ordem pessoal, que questionariam sua moral e história. “Ele afirmou que eu sou desonesto, vai ter que provar isso”, afirmou o deputado. Talles disse ainda que não pedirá nenhuma punição administrativa, mas que espera da Presidência da Casa que sejam tomadas as providências cabíveis.

“Acho que a Casa tem que tomar uma atitude, não é a primeira vez que ele age dessa maneira”, afirmou o deputado ao Jornal Opção Online. “Ele tá querendo sair de vítima dessa história, mas em momento nenhum eu o desrespeitei”, disse. O deputado ainda afirmou que sempre o tratou bem e que eles nunca se desentenderam antes do incidente: “Infelizmente, ontem, ele tomou uma decisão precipitada”.

Talles disse ainda que não tem medo do Major, mas que a situação causa muita tensão. “Eu tenho família, minha esposa e meus filhos ficaram preocupados”, disse ele. “O Major é um deputado atuante, eu como presidente da Comissão nunca deixei de atendê-lo, mas ontem ele passou dos limites”, afirmou.

A discussão acalorada começou quando Major Araújo questionou a tramitação de um projeto do governo que alterava o Código Tributário de Goiás na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara. Sobre a acusação de que a Comissão não teria seguido as determinações da lei, Talles disse que vai conversar com os demais membros para discutir qual medida tomar, já que eles têm toda a documentação da votação. “Ele questionou a atividade da Câmara e também da Comissão, deve pagar pelo que fez”, completou.

 

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