Suspeitos negam versão de que dinheiro apreendido em Goiás serviria para a campanha de Marcelo Miranda

Em novo depoimento à polícia goiana, os suspeitos afirmam que a quantia de R$ 504 mil é oriunda de um empréstimo realizado em Brasília pelo suposto chefe da organização criminosa

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Após serem presos pela Polícia Civil de Goiás em uma pista de pouso no município de Piracanjuba, os quatro suspeitos de transportar R$ 504 mil e cerca de quatro quilos de material de campanha do candidato ao governo do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) mudam de versão e, ao lado do advogado, alegam que o montante apreendido seria fruto de um empréstimo feito por um dos integrantes do grupo na capital federal.

No primeiro momento, os suspeitos disseram à polícia que o dinheiro aprendido seria destinado à campanha eleitoral do governadoriável peemedebista. Na nova versão, o dinheiro seria do suposto chefe da organização criminosa, Douglas Alencar Shmitt, de 39 anos, que foi preso durante o flagrante. E que outro suspeito, o piracanjubense Lucas Marinho Araújo, de 22 anos, seria o laranja e teria cedido sua conta bancária para receber a quantia.

Nesta sexta-feira (19) a assessoria do candidato e o próprio Marcelo Miranda contestaram as denúncias. O Jornal Opção Online ouviu pessoas ligadas diretamente ao candidato ao Governo do Tocantins pela coligação “A Experiência faz a Mudança”, onde afirmaram que o episódio não passou de “um golpe baixo” por parte dos opositores e que estranharam o fato de o grupo detido transportar uma quantidade ínfima de material de campanha. Além disso, começou a circular nas redes sociais na manhã desta sexta-feira um documento que comprovaria relações contratuais do dono do avião apreendido em Piracanjuba, Ronaldo Japiassú, com a gestão do governo de Tocantins.

Ao receber a notícia, Marcelo Miranda demonstrou surpresa e disse não ter conhecimento sobre o ocorrido, além de frisar que sua campanha é feita exclusivamente em território tocantinense. “Se esse estão falando, que provem que foi para a minha campanha. Eu não me submeteria a isso, estão tentando macular minha imagem”, disse em entrevista à filiada da TV Globo no Estado.

Além do chefe do bando e do laranja, os policiais prenderam Marco Antônio Jayme Roriz e o piloto do avião bi-motor com prefixo PR-GCM, Roberto Carolos Maya Barbosa, ambos com 46 anos. Os suspeitos serão autuados pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O inquérito será concluído pela Delegacia Regional de Itumbiara e ao ser finalizado será encaminhado à Justiça. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, diante dos fortes indícios de crimes eleitorais, a Procuradoria Regional Eleitoral de Tocantins e o Ministério Público Federal (MPF) receberão cópias integrais do procedimento lavrado em Goiás, para que lá se apure se realmente trata-se de dinheiro oriundo de Caixa 2 de campanha. Por meio de nota, o MPF afirmou que vai se pronunciar somente depois que receber os documentos do flagrante.

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