Suspeito de sete estupros é preso por policial militar em Trindade

Tenente Eliel de Paiva investigava perfil do criminoso e passou a fazer percurso da casa das vítimas após o trabalho; suspeito agia em Goiânia, Trindade e Goianira

Tenente da PM, Eliel de Paiva durante prisão de suspeito de estuprar sete mulheres na região metropolitana de Goiânia | Foto: Polícia Militar

A Polícia Militar (PM) prendeu, nesta quarta-feira (14/12), em Trindade, Jacó Silva do Nascimento suspeito de estuprar sete mulheres. A prisão foi feita por um policial que, após sair do trabalho, passou a fazer o percurso da casa das vítimas na tentativa de capturar o suspeito.

De acordo com a PM, o homem agia em Goiânia, Trindade e Goianira. Ele abordava as vítimas com uma arma de fogo e, quase sempre, levava as mulheres para o mesmo local: uma casa abandonada no Setor Fonte das Águas, na capital.

Conforme apurou a polícia, as vítimas também eram obrigadas a informá-lo onde moravam. “Elas eram ameaçadas de morte caso o denunciassem, pois, a partir daquele momento, ele sabia onde encontrá-las”, explica o tenente Eliel de Paiva, responsável pela prisão do suspeito.

Segundo o tenente, ao ser detido, Jacó confessou que havia saído de casa para estuprar outra mulher. “Ele confessou os crimes e estava preparado para fazer mais uma vítima”, afirma Eliel. Cinco vítimas já reconheceram Jacó como autor dos estupros

A prisão

A prisão foi feita após o tenente sair de um plantão. Eliel já investigava o perfil do estuprador há cerca de 40 dias e refez o percurso que o homem teria feito com as vítimas. Assim, ele conseguiu imagens de uma câmera de segurança. “As imagens me permitiram identificar a placa da motocicleta e a criação de um retrato falado”, relata.

O PM começou a monitorar as casas das vítimas e também o local onde elas eram violentadas. Sempre após sair do trabalho e sem farda para não levantar suspeitas. “Estava indo para casa e, hoje, o reconheci”, detalhou. Eliel amarrou o suspeito com uma corda até que a equipe da Polícia Militar chegasse ao local.

Para o tenente, a sensação é de dever cumprido. “Ser policial militar é uma espécie de sacerdócio. Nos entregamos de coração e o mais importante é o resultado: proteger a sociedade”, garantiu.

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