Suspeito de matar vizinha e incendiar kitnet em Anápolis é encontrado morto dentro de cela após prisão
25 outubro 2026 às 16h48

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O homem suspeito de assassinar Rosiane Silva, de 34 anos, e provocar um incêndio na kitnet onde ela morava, em Anápolis, foi encontrado morto dentro de uma cela da Central de Flagrantes após ser preso pela Polícia Civil. Identificado como Werison Akelack Pessoa Costa, de 27 anos, ele era vizinho da vítima e havia sido detido no sábado, 24, mesmo dia em que o corpo da mulher foi localizado.
A informação foi confirmada pelo delegado Cleiton Lobo, responsável pela investigação. Segundo ele, o suspeito foi autuado em flagrante e encaminhado à carceragem da unidade policial após a conclusão dos procedimentos, por volta das 20h. Posteriormente, foi constatada a morte do investigado, que, conforme o delegado, teria tirado a própria vida.
“Era vizinho dela. Nós lavramos o auto de prisão em flagrante ontem, terminamos às 20h, e depois que ele foi recolhido à Central de Flagrantes, na cela, onde tudo ocorreu”, relatou o delegado.
Incêndio pode ter sido provocado para esconder homicídio
O caso começou a ser investigado após o Corpo de Bombeiros ser acionado para combater um incêndio em uma kitnet de Anápolis, na região central de Goiás, na manhã de sábado.
Durante o atendimento à ocorrência, os militares encontraram o corpo de Rosiane no interior do imóvel, parcialmente carbonizado. Inicialmente, a suspeita era de que a mulher tivesse morrido em decorrência das chamas.
No entanto, a análise do corpo revelou uma lesão provocada por arma branca na região do pescoço, o que levou a Polícia Civil a tratar o episódio como homicídio.
A principal linha de investigação é de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente após a morte da vítima, com o objetivo de destruir possíveis evidências do crime.
As diligências realizadas pelos investigadores levaram à identificação de Werison, que morava nas proximidades da residência de Rosiane e acabou preso em flagrante.
Investigação continuará mesmo após morte do suspeito
Apesar da morte do investigado, a Polícia Civil informou que os trabalhos não serão encerrados neste momento. A intenção é concluir os exames periciais e reunir os elementos necessários para esclarecer a dinâmica do assassinato e a possível relação entre o homicídio e o incêndio.
“As investigações prosseguem, independentemente disso, para concluir mais ainda a autoria em cima desse rapaz”, afirmou Cleiton Lobo.
Os resultados das perícias deverão contribuir para esclarecer como Rosiane foi morta, em que circunstâncias o imóvel foi incendiado e quais evidências sustentam a suspeita contra Werison.
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