Supremo determina abertura de inquérito contra Renan, Jucá, Raupp e Barbalho, do PMDB

STF acatou pedido do procurador-geral da República contra os quatro senadores peemedebistas feito em maio com base na delação premiada de Delcídio do Amaral

Fotos: Waldemir Barreto/Agência Senado, Marcelo Camargo e Antonio Cruz/Agência Brasil

Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho vão ser investigados pelo STF por suspeita de recebimento de propina na construção da usina de Belo Monte | Fotos: Waldemir Barreto/Agência Senado, Marcelo Camargo e Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou a abertura de inquérito para investigar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA). A solicitação havia sido enviada ao STF em maio, com base nas informações dos depoimentos da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido).

O inquérito contra os quatro peemdebistas tramita em segredo de Justiça e apura o suposto pagamento de propina na construção da usina Belo Monte, próximo ao município de Altamira, no Pará. Pelo mesmo motivo, o senador peemedebista Edison Lobão (MA) já é investigado no STF. Delcídio do Amaral foi preso na Operação Lava Jato e cassado pelos parlamentares no Senado um dia antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment, em 12 de maio.

 

O ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, disse na delação premiada que foi feito pagamento de “ao menos R$ 30 milhões a título de propina pela construção de Belo Monte, pagos a o PT e ao PMDB”, segundo Janot. Delcídio teria dito que o dinheiro enviado ao PT foi usado na campanha da presidente afastada.

Em 20 de maio, quando tomaram conhecimento do pedido de investigação enviado por Janot ao Supremo, os quatro senadores contestaram as declarações dadas pelo ex-senador Delcídio do Amaral na delação feita à Lava Jato. (Com informações da Agência Brasil)

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