Suposto serial killer ameaça detentos de morte

Segundo o titular da DIH, Murilo Polati, Tiago Henrique, em um segundo depoimento, voltou atrás e afirmou que executou 29 pessoas 

Tiago Henrique Gomes da Rocha

Tiago Henrique Gomes da Rocha: suposto serial killer de Goiânia | Foto: André Costa

O delegado titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídio (DIH), Murilo Polati, afirmou, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (23/10), que o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, confessou, em um segundo depoimento, a morte de 29 pessoas, entre mulheres e pessoas em situação de rua. “Ao lado da nova defesa, ele negou cinco mortes, não quis se manifestar a respeito de quatro, e um dos crimes ditos por ele não foi consumado”, disse.

Inicialmente, depois da prisão que ocorreu no dia 14 deste mês, o vigilante Tiago Henrique declarou aos delegados da força-tarefa que assassinou 39 pessoas. “Apesar de ter negado alguns homicídios e não ter se manifestado em outros, as mortes das 15 mulheres investigadas pela força-tarefa foram confessadas nos dois depoimentos”, confirmou Murilo Polati.

Nessa quarta-feira (22), Tiago Henrique foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (CPP). Segundo o delegado, ao chegar ao presídio ele quis manifestar um poderio. “Conforme situação repassada pelos agentes prisionais, ele disse que mataria lá dentro como matou aqui, mas foi retaliado na mesma hora pelos demais presos e não causou mais problemas”, finalizou.

Perfil do suspeito

De acordo com o delegado, o vigilante Tiago Henrique é imputável, ou seja, pode responder judicialmente pelas práticas criminosas que cometeu. “O suspeito tem conhecimento e discernimento dos crimes, não se arrepende e, além disso, achou ótimo se tornar uma evidência e uma estrela. Inclusive, fez vários pedidos que a Polícia Civil atendeu por critérios de persuasão”, pontuou.

O ex-advogado do suspeito Thiago Huáscar também já havia dito que acredita que o vigilante “gosta de estar no centro das atenções”. Ainda de acordo com o defensor, a midiatização exacerbada do fato é o “ápice” para sujeitos com características “sanguinárias”. “Ele queria chamar à atenção de alguma forma e conseguiu. Mas infelizmente foi por meio de sofrimento e sangue”, lamentou.

Na visão de Murilo Polati, o suposto assassino em série que atuava nas ruas de Goiânia é “frio, meticuloso, vaidoso, desafiador e por isso, precisou ser sedado em determinadas situações”.  Os inquéritos, segundo o titular, deverão ser concluídos até a semana que vem pelos delegados da DIH.

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