Suposta vítima de latrocínio em 2015 foi morta a mando do marido, diz PC

Segundo delegado, ciclista assassinada na BR-060 com um tiro na cabeça, na verdade foi vítima de feminícidio

Cibelle de Paula Silveira | Foto: Reprodução/Facebook

A ciclista Cibelle de Paula Silveira, de 31 anos, morta em novembro de 2015, supostamente durante um roubo, na verdade foi assassinada a mando do marido. A informação foi dada pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) em coletiva na manhã desta quinta-feira (21/12).

O crime aconteceu enquanto Cibelle pedalava com o marido, o advogado Eduardo de Oliveira Francisco, e um colega na BR-060.

Responsável pelo caso, o delegado Thiago Martimiano contou que o caso foi tratado como latrocínio na época, mas investigações posteriores mostraram outro resultado. O inquérito foi concluído no prazo de 10 dias, justamente porque os suspeitos já estavam presos, e, em seguida, encaminhado ao Poder Judiciário. No entanto, alguns meses depois do crime, a polícia teve acesso ao laudo cadavérico, onde foram constatadas lesões antigas no corpo da ciclista.

Chamados a depor, amigos de Cibelle confirmaram que ela tinha uma relação conturbada com o marido, inclusive, com agressões físicas. Diante disso, a polícia abriu uma investigação paralela, conhecida como Verificação Preliminar de Informação (VPI), para constatar se o crime era mesmo latrocínio ou homicídio. Um dos autores presos pelo crime foi ouvido e confirmou que o crime havia sido encomendado pelo marido da vítima.

Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix, que na época tinha 18 anos, chegou a gravar um vídeo confessando a autoria do disparo que atingiu Cibelle na cabeça. Ao ser ouvido novamente pela polícia, o rapaz contou que receberia R$ 30 mil pelo assassinato, mas que só teria recebido R$ 5 mil e que, por isso, decidiu contar a verdade. Eduardo já foi denunciado por homicídio pelo Ministério Público, mas ainda está em liberdade.

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