Sucessor de Lissauer na presidência, Arantes tem ambição de assumir o posto

Possibilidade de Lissauer ocupar a cadeira de Sebastião Tejota no TCE levaria o filho de Jovair Arantes para a presidência da Assembleia

Com ambição de assumir o principal posto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o atual vice-presidente e primeiro na linha de sucessão, Henrique Arantes (MDB), tem acompanhado a iminente indicação do atual presidente da Alego, Lissauer Vieira (sem partido), para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Apoiado pelos demais parlamentares, haveria clima na Casa para uma mudança sem sobressaltos. Apesar disso, Arantes tem adotado uma postura reservada sobre o assunto. Independente da decisão de Lissauer, se ficará no legislativo ou será conselheiro, é certo que Henrique respeitará e não influenciará na escolha.

“[a presidência] é ambição de todo deputado estadual, mas confesso que não o vejo falando sobre a situação. Se trata de um político que pode assumir o posto [de presidente] normalmente, por se tratar de alguém que tem o apoio dos demais parlamentares”, cita uma fonte próxima ao político ouvida pelo Jornal Opção. Lissauer pode desistir de concorrer a uma das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados, em Brasília, para assumir no Tribunal de Contas a vaga que atualmente é ocupada por Sebastião Tejota, pai do vice-governador, Lincoln Tejota (Cidadania). O movimento levaria Henrique, que é filho do ex-deputado federal Jovair Arantes, para a presidência da Alego.

O vice-governador, por sua vez, poderia ir para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para a cadeira de Valcenor Braz, que ainda não tem tempo completo para aposentadoria. A postura reservada, mesmo com tantos interesses em jogo, deve-se ao fato de que Henrique Arantes é amigo de Lissauer Vieira. Ainda segundo uma fonte próxima ao emedebista, Arantes também mantém a prudência diante de todo o processo de articulação das forças políticas porque entende que se trata de uma decisão pessoal que não cabe a ele e sim ao próprio presidente da Alego, que pode deixar o legislativo para assumir os negócios da família em decorrência da morte do pai.

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