STJ mantém condenação de “Japonês da Federal” por corrupção passiva

Famoso por participar de conduções e prisões da Operação Lava Jato, o agente já chegou a ser preso mas processo ainda corre na Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso de três réus da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, que apurou envolvimento de agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e da Receita Federal em um esquema que facilitava a entrada de contrabando no país pela fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em Foz do Iguaçu, Paraná.

Um dos envolvidos é o agente da PF, Newton Hidenori Ishii, que ficou conhecido como “Japonês da Federal”, por aparecer inúmeras vezes em conduções coercitivas e prisões decorrentes das investigações da Operação Lava Jato.

Segundo a denúncia, os servidores públicos “se omitiam de forma consciente e voluntária, de fiscalizar os veículos cujas placas lhes eram previamente informadas, ou realizavam fiscalização ficta, abordando os veículos para simular uma fiscalização sem a apreensão de qualquer mercadoria“.

Preso em 2003, condenado em primeira instância em 2009, Ishii manteve-se no cargo enquanto seu recurso não era julgado. O agente chegou a ser afastado dos serviços pela própria Polícia Federal, sem prejuízo em seus vencimentos, mas o Tribunal de Contas da União determinou seu retorno ao trabalho.

O caso, contudo, segue sob segredo de Justiça. Em 2009, o juiz federal Pedro Carvalho Aguirre Filho, que coordenava os processos em Foz do Iguaçu, emitiu uma nota esclarecendo apenas que os agentes federais condenados haviam recebido penas que variavam entre oito anos, um mês e 20 dias de reclusão, além de 160 dias-multa a quatro anos e oito meses de reclusão e 100 dias-multa. A defesa de Ishii diz que ele foi condenado apenas a pagar cestas básicas.

Ainda de acordo com o advogado Oswaldo Loureiro de Mello Júnior, que o defende, o “Japonês da Federal” e outros 14 réus responde a três processos, derivados da Operação Sucuri, sendo um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Todos estão em andamento. (Com informações Portal G1 Paraná e UOL Notícias)

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