Pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) é justificado pelas possíveis interferências políticas na Justiça do RJ, mas família é contra mudança

Vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro | Foto: Divulgação / Facebook

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar nesta quarta-feira, 27, a federalização do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes, ocorrido há mais de 2 anos. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro do ano passado, pela procuradora Raquel Dodge.

Para Dodge, a manutenção do inquérito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro pode gerar “desvios e simulações” na investigação. Já família de Marielle Franco e o PSOL são contra a federalização do caso, motivados pelos supostos laços da família do presidente Jair Bolsonaro com os suspeitos de envolvimento no crime.

O ex-ministro Sérgio Moro, quando estava à frente do Ministério da Justiça, também defendeu a federalização depois que o nome de Jair Bolsonaro foi mencionado em depoimento por um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente e o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado no crime, mantém residências. No entanto, logo mudou seu posicionamento.

Parte do magistrado defendeu adiamento do julgamento para depois da crise causada pela pandemia, para que o assunto seja discutido presencialmente.