Denúncia da vice-procuradoria-geral da República o acusa de incitar prática criminosa ao dizer que não estupraria deputada Maria do Rosário porque ela não merecia

Foto: Renan Accioly / Jornal Opção
Bolsonaro fez afirmação polêmica sobre a deputada em mais de uma ocasião | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia, nesta terça-feira (21/6), denúncia contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que o acusa de fazer apologia ao estupro ao dizer que só não estupraria a também deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merecia”. Com relatoria do ministro Luiz Fachin, o pedido será julgado pela primeira turma do STF.

Na acusação, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, avalia que “O denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”. Se o STF julgar o pedido procedente, Bolsonaro se torna réu no processo.

O parlamentar fez a afirmação polêmica durante uma sessão plenária da Câmara dos Deputados em dezembro de 2014 e, depois, repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora. Antes, em 2003, ele já tinha dito o mesmo à RedeTV!. Na ocasião, chegou a empurrar a petista, enquanto a chamava de “vagabunda”, e teve que ser segurado pelos seguranças da Casa.