*Com informações de Nielton Soares

O deputado estadual e ex-vice-governador Lincoln Tejota (UB-GO) afirmou que defende o nome do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, seu colega de partido, para ser o candidato da base à Prefeitura de Goiânia.

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 29, o parlamentar disse acreditar que o bairrismo, ou seja, o candidato ser da capital, é um diferencial para as eleições municipais de 2024.

“Pesa demais ser um nome de Goiânia, claro que não é o único fator. Vimos na eleição passada o Vanderlan Cardoso, que foi prefeito de Senador Canedo, quase ganhando. Eu sou um defensor do nome do Bruno [Peixoto], mas sou um defensor do debate e é o que eu acho que temos que fazer agora”, afirmou.

Segundo Tejota, grande parte da bancada, como os deputados Talles Barreto, Bruno Peixoto, Virmondes Cruvinel e ele mesmo, têm uma votação expressiva em Goiânia. Nesse sentido, o parlamentar defende que o partido caminhe de forma coesa.

“Nossa solicitação ao governador é que cada um desses que são de Goiânia, que podem participar desse processo, possa participar ativamente da discussão. O governador recebeu muito bem, disse que vamos conversar e tratar sobre o tema. Temos tempo. O Bruno está muito bem estabelecido na bancada, é um nome natural e faz parte do jogo, da mesma forma os demais que querem sair pelo União Brasil, como o Jânio [Darrot], que é um nome muito bem cotado, foi meu colega deputado e não tenho nada contra ele. Isso tem que ser discutido internamente, de forma orgânica”, defendeu.

“Cedo para definir, não para discutir”

Apesar da cautela no momento da definição, e defender o debate interno, Lincoln Tejota afirmou que o momento é cedo para indicar um nome, mas não para discutir.

“Está todo mundo discutindo. Quem quer ser candidato vai articular, vai buscar apoio, vice, chapa de vereador, partido, e isso está acontecendo. Agora, a definição precisa ser mais tardia, mesmo até para podermos fazer uma empreitada que tenha chance de ter sucesso. Não podemos subestimar a força do Governo Federal aqui em Goiânia, que já foi governada pelo PT, não podemos subestimar a força do PL, que se posicionou bem e é um partido que, com certeza, vai lançar candidato”, argumentou.

E sobre esses possíveis adversários nas eleições de 2024, Tejota reconheceu que a campanha das siglas “já está na rua”, uma vez que tanto PT quanto PL já definiram seus pré-candidatos.

“A gente vai perdendo tempo e espaço, mas acho que é muito cedo para bater o martelo. O termômetro que o governador usa, assim como qualquer candidato, é a população. Se eu tivesse virado presidente da Assembleia eu era candidato. Estaria fazendo o que o Bruno está fazendo agora”, afirmou.

Mesmo com a cautela defendida por Tejota, Jânio afirmou que o vice-governador, Daniela Vilela, teria dito a ele que Caiado já definiu pelo nome do ex-prefeito de Trindade. Em resposta, Bruno Peixoto disse que o escolhido hoje pode não ser o candidato nas convenções, tanto para 2024 quanto para 2026. Para Lincoln, isso é a política.

“Antigamente, você conseguia meio que prever, o cenário ia se desenhando. A eleição do Bolsonaro demonstrou que não tem nada definido em pedra, que a política não é rocha, é água, se molda com o momento. Então, o que o presidente Bruno falou é muito verdadeiro, independente de quem fosse. Hoje, nada definido antes tem demonstrado sucesso. Esse tipo de acordo tem que ser combinado com o povo, e não só com os candidatos”, revelou.

Leia também: