“Sou muito grato em poder fazer parte disso”, diz médico goiano e primeiro voluntário da vacina de Covid-19 no DF

Gabriel Ravazzi é um dos 850 voluntários que serão testados para a CoronaVac na UnB

Primeiro voluntário do DF, o médico goiano Gabriel Ravazzi se diz otimista com vacina | Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Uma parceria do Instituto Butatan com a farmacêutica chinesa Sinovac trouxe pela primeira vez ao Centro-Oeste testes da vacina da Covid-19. Iniciado no mês de julho em São Paulo, os estudos da CoronaVac pretendem apurar os efeitos da injeção em nove mil voluntários de seis estados brasileiros. Entre os locais escolhidos, está o Distrito Federal.

Os testes ocorrem na Universidade de Brasília (UnB) com 850 voluntários. O médico gastroenterologista goiano Gabriel Ravazzi dos Santos, 31, foi o primeiro voluntário da CoronaVac no Centro-Oeste. Ele falou ao Jornal Opção sobre como tem sido a experiência que pode contribuir para controlar a pandemia de coronavírus no mundo.

Gabriel conta que na primeira etapa foram escolhidos cinco voluntários e que o número deve aumentar gradualmente com o passar dos dias. “A seleção foi e será feita pelos próprios pesquisadores entre os profissionais que estavam atuando na linha de frente do combate ao coronavírus que manifestaram interesse em participar”, relatou.

“Os testes iniciaram ontem, e a duração total da pesquisa é 12 meses. Porém uma nova dose será aplicada em 14 dias, e será feito um acompanhamento regular com consultas e exames, já no intuito de avaliar o comportamento da vacina e possíveis efeitos colaterais”, explica.

De acordo com o médico as expectativas com a CoronaVac são as melhores possíveis. “Os resultados preliminares mostraram uma eficácia da vacina e, agora, iniciando os testes em seres humanos, traz um otimismo e esperança a todos. É claro que temos um caminho a percorrer, mas com toda certeza já é um grande passo!”, afirmou.

Gabriel, como profissional da saúde, tem ciência dos possíveis efeitos colaterais que podem ocorrer. Também contou que os pesquisadores já esclareceram as dúvidas dos participantes quanto a isso. “Não tenho temor, não. Precisamos avançar em busca de uma solução para essa pandemia, e sou muito grato em poder fazer parte disso!”, ponderou.

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