Ildelita Alves Jorge é irmã e sócia de José Alves, empresário que passou a faturar quase 30 vezes mais depois que ivermectina foi indevidamente recomendada para o tratamento precoce da Covid-19

Ivermectina | Foto: Reprodução

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou grandes e suspeitas operações financeiras realizadas por Ildelita Alves Jorge, irmã de José Alves, dono da Vitamedic. O laboratório, com sede em Anápolis, passou a lucrar 29 vezes mais depois que a Ivermectina foi indevidamente recomendada para o tratamento precoce contra o coronavírus. 

Somente entre os meses de abril de 2019 e abril de 2021, Ildelita teria realizado 274 saques em espécie, o que configura uma retirada de dinheiro a cada 3 dias,  somando o valor total de R$ 937 mil, segundo o Coaf. O órgão teria enxergado nas ações de Ildelita uma tentativa de burlar a identificação das pessoas que receberiam esse dinheiro. Ela declarou aos agentes do Conselho que essas quantias eram usadas no pagamento de seus funcionários, justificativa que não foi aceita.

Jailton Batista, um dos diretores da empresa em questão afirmou durante seu depoimento à CPI da Pandemia que as vendas de Ivermectina saltaram de R$ 15,7 milhões para R$ 470 milhões entre os anos de 2019 e 2020, fato que aconteceu depois que a Vitamedic patrocinou anúncios de tratamento precoce contra o coronavírus, associando seu nome ao uso de remédios sem eficácia comprovada contra a doença, como a cloroquina e a ivermectina.

A Vitamedic não teria recebido recursos do governo federal, segundo Jailton Batista, mas teria fornecido ivermectina ao governo de Mato Grosso e a prefeituras, o que aumentou seus lucros.