Em Goiás, até o momento foram registradas 206 denúncias contra o médium que atende em Abadiânia (GO). Outras 252 denunciaram o médium para o MP de São Paulo

Foto: divulgação

O Ministério Público de Goiás realizou até as 17 horas desta terça-feira, 11, 206 atendimentos a mulheres que se apresentam como vítimas de João de Deus. Duas delas são do exterior, uma dos Estados Unidos, outra da Suíça. Em São, Paulo, são mais 250, resultando em, pelo menos, 456 casos, sem contar o de outros Estados.

Todas estão sendo orientadas a procurarem o Ministério Público de seu Estado, que ficará responsável pela coleta de depoimentos. Em seguida, essas provas serão enviadas para força-tarefa do MP-GO, que conta com cinco promotores de Justiça e duas psicólogas. Além de vítimas de Goiás, o MPGO recebeu relatos, por e-mail, de moradoras de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

As mulheres encaminharam seus relatos por e-mail e pelas redes sociais para os promotores dos dois estados. Entre elas, está uma moradora de Valparaíso (GO), no Entorno do DF. Encorajada por outras vítimas, a dona de casa de 41 anos decidiu denunciar o caso quase duas décadas depois de ter sido abusada pelo líder espiritual, durante uma visita à Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO).

“Encaminhei um e-mail para o Ministério Público de Goiás ontem [segunda-feira,10] e penso em ir pessoalmente também. Agora, vou até o fim. Quero que ele pague pelo mal que fez”, disse uma das mulheresna manhã desta terça-feira, 11.

As possíveis vítimas podem procurar o MP-GO pelo e-mail, pelos telefones 62 3243-8051 e 8052 ou presencialmente. Hoje os promotores estão se dedicando exclusivamente ao atendimento da população e interlocução com os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional Criminal dos demais Estados. Na quarta, 12, eles devem atender a imprensa no período da tarde.

O grupo é composto pelo promotor de Justiça Steve Gonçalves Vasconcelos, que está em substituição da Promotoria de Abadiânia, onde os fatos teriam acontecido e onde tramitarão eventuais ações penais; o coordenador e o coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal do MP, Luciano Miranda Meireles e Paulo Eduardo Penna Prado; a coordenadora do CAO dos Direitos Humanos, Patrícia Otoni, e a promotora Gabriella de Queiroz Clementino, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As psicólogas são as servidoras Liliane Domingos Martins e Lícia Nery Fonseca.

Atualizado em 11/12/2018 19h57