Pedido foi feito em reunião no Paço Municipal. Prefeito Paulo Garcia (PT) não compareceu ao evento. Assessoria alega “assunto grave” a tratar em Brasília (DF)

Funcionários da prefeitura reitram água acumulada em Paço Municipal durante reunião de prevenção da Dengue | Foto: Walacy Neto / Jornal Opção
Funcionários da prefeitura retiram água acumulada no Paço Municipal, durante ação de prevenção contra dengue | Foto: Walacy Neto / Jornal Opção

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Prefeitura de Goiânia conclamaram a imprensa e agentes públicos para auxiliar na prevenção de uma possível epidemia de chikungunya e dengue na capital.

Na reunião, que ocorreu no sexto andar do Paço Municipal na manhã desta quarta-feira (5/11), o secretário de Saúde, Fernando Machado, a responsável pela vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, e o vice-prefeito, Agenor Mariano (PMDB), apresentaram as principais medidas publicitárias para combater as doenças na capital. O prefeito Paulo Garcia não compareceu ao evento por conta de um “assunto grave” que teve que tratar em Brasília, como informou a assessoria.

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O secretário começou o discurso alertando para a gravidade da doença. Segundo ele, a taxa de ataque do chikungunya é considerada muito alta e, portanto, existe o risco de adoecimento em massa da população em um período muito curto. Porém, em tom confiante, Fernando Machado destacou: “Ainda há tempo de evitar que um mal maior caia sobre nossa cidade”.

O órgão de saúde definiu quatro passos a curto prazo da ação contra o mosquito, Aedes aegypti, vetor da doença: vigilância epidemiológica; vigilância e controle do mosquito; assistência aos pacientes; e comunicação, mobilização e educação. O último tópico apresentado tratava-se da finalidade da reunião desta quarta-feira. “Este será o tópico no qual os senhores vão estar mais presentes nesse projeto”, pediu o secretário.

Parcerias

Flúvia Amorim também citou a necessidade de pedir auxílio para setores externos a área de saúde para resolver o problema. “Vários estudos mostram que países que conseguiram bom resultado no controle vetorial, foram os que mobilizaram toda a sociedade. Então, quando a gente tem todos os atores trabalhando no mesmo momento e com mesmo objetivo os resultados são satisfatórios”, declarou. Ela concluiu dizendo que a “chikungunya não é um problema apenas da saúde, mas um problema de todos”.

Um grupo formado por secretários da Prefeitura de Goiânia também irá auxiliar nas ações de prevenção e conscientização contra a transmissão do vírus. Os representantes da Secretaria de Saúde disseram que parcerias com a Secretaria de Educação e a de Esporte e Lazer já estão sendo desenvolvidas. “A finalidade deste grupo é trabalhar de forma integrada nas ações de confronto, não é cada um fazendo separadamente. A partir do momento que informamos as áreas com maior risco, estas se tornam regiões prioritárias onde as ações serão desenvolvidas”, afirmou Flúvia Amorim.

Chikungunya e dengue

A doença se assemelha muito com a dengue, desde o mosquito transmissor até os sinais de sintomas: febre, dor nas juntas e dor de cabeça. Porém, diferente da dengue, a chikungunya traz dores mais agudas pelo corpo, impedindo, na maioria dos casos, que os pacientes se locomovam. A outra é o índice de mortalidade baixa do chikunguya, sendo poucos os casos fatais confirmados pelo mundo. Por outro lado, a taxa de mortalidade da dengue é de 20%.

A responsável pela vigilância em Saúde informou, ainda, que a doença é motivo de preocupação pela maneira como ela se alastrou por países nos últimos anos. “É uma doença nova para o Brasil e nova para a América. Foi introduzida no continente americano em dezembro de 2003, até então ela estava contida no continente asiático e africano, depois das introdução das américas o que vemos é uma dispersão em todos os países”, concluiu Flúvia Amorim.