Presidente da Associação avalia que sem abertura pode haver pelo menos 3 mil falências e 12 mil demissões

Restaurante em Goiânia | Foto: Reprodução Facebook

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Goiás, Fernando Jorge, diz que a situação da categoria é preocupante após 70 dias sem poder abrir estabelecimentos devido às medidas de isolamento social impostas pela pandemia do coronavírus.

Segundo Fernando, com o fim da vigência da Medida Provisória 936, que permite suspensão de contratos de trabalho, que expiraria no fim deste mês de maio, as empresas passarão a assumir os salários dos funcionário. Com isso, teria invariavelmente demissões de pelo menos 120 mil.

O governo federal compensa os trabalhadores com parcela do salário ou com valor integral do seguro-desemprego. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM), prorrogou a MP por mais 60 dias nesta quinta-feira, 28.

Contas

O presidente da Abrasel salienta ainda assim, sem funcionar, os estabelecimentos não tem receita para manter as contas em dias. Segundo ele, alguns bares e restaurantes acumulam contas de água e energia durante os meses fechados.

“Estamos há mais de 70 dias sem faturar. Não há empresa que resista. Pelo menos 3 mil empresas estão à beira da falência”, aponta.

Abertura

Na manhã desta quinta-feira, 28, a entidade, em parceria com outros representantes do setor produtivo, fez uma carreata e protesto em frente ao Paço Municipal de Goiânia. A intenção era sensibilizar o poder público para liberar a abertura de bares, restaurantes e outros estabelecimentos na cidade.

A expectativa é que após reunião com o prefeito Iris Rezende (MDB) também na manhã desta quinta a flexibilização seja entre os dia 6, para restaurantes, e 13 de junho, para bares.

Durante a reunião, o prefeito assinou decreto que permite retorno às atividades os mercados municipais, imobiliárias e treinos de clubes de futebol da capital. No dia 6 deve ser feita nova avaliação para abertura de mais tipos de estabelecimentos.