Sistema de solicitação de exames que custou R$ 4 milhões encerra sua atuação com lentidão

Software de “chequinhos” foi contratado pela Prefeitura de Goiânia em 2017 sem licitação e teve determinação judicial para encerramento de contrato

Foto: Luiz Phillipe Araújo/ Jornal Opção

Com um sistema que deve permanecer até a próxima licitação, a emissão dos chamados “chequinhos” segue apresentando lentidão na Saúde em Goiânia. Após a decisão da justiça que suspende o contrato realizado pela Prefeitura de Goiânia sem o processo julgado devido, quem busca por consultas e exames depende de um sistema que demora em média 15 minutos para localizar vagas.

Em funcionamento desde 2017, o software contratado pela Prefeitura por R$ 4 milhões não cumpriu com a principal promessa: a de acabar com as filas do “chequinho”. O Jornal Opção visitou alguns dos Cais e Ciams da cidade que na teoria fornecem o serviço de emissão.

No Cais de Campinas a informação é de que a emissão já não está disponível na unidade. Segundo a direção, o Cais atende apenas atendimento solicitado pelo médico no atendimento de urgência e emergência. Pedidos de outros exames devem ser feitos na unidade mais próxima do paciente.

Já no Ciams do Setor Pedro Ludovico há a emissão durante todo o dia, entre 8 e 18h. Entretanto por lá a pouca fila não parece estar diretamente ligada ao rápido atendimento. Seu Antônio pegou o “chequinho” para dois exames, mas para isso conta que em uma fila de apenas três pessoas, esperou quase uma hora.

A recepcionista atribui à lentidão crônica do sistema. Segundo o Sr. Antônio, após a espera foi possível conseguir dois dos quatro exames que precisava. Entre as vagas não havia disponível o exame de endoscopia por exemplo.

O Jornal Opção tentou contato com a SMS e aguarda retorno.

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