Sistema de comunicação integrada é subutilizado pela prefeitura, denuncia técnico

Software poderia ajudar no socorro em situações de tragédia, mas atualmente funciona apenas no âmbito da Guarda Civil Metropolitana (GCM)

Osmaldo Carvalho, diretor comercial da Fleshtel | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

O sistema de inteligência da Prefeitura de Goiânia, de compartilhamento de dados e monitoramento digital em tempo real, foi assunto na Câmara Municipal na sessão desta quinta-feira (9/1). A tecnologia, já utilizada pela Guarda Civil Metropolitana, poderia estar presente em outros órgãos da prefeitura, o que poderia otimizar a prestação de socorro em caso de emergência.

“O sistema de comunicação digital instalado na Prefeitura de Goiânia é referência nacional e em toda América Latina, mas na minha concepção é subutilizado. Deveria integrar todos os órgãos da prefeitura”, defendeu o diretor comercial da empresa Fleshtel, Osmaldo Carvalho.  Ele foi convidado da vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) para discursar na tribuna livre durante sessão desta quinta-feira (9/11) na Câmara Municipal.

Segundo ele, o sistema que poderia integrar a regulação do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Secretaria Municipal de Trânsito, monitoramento de escolas e até mesmo a Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

“Como cidadão, me sinto lesado por isso, quando ouço dizer que o Samu não chegou a tempo para atender uma ocorrência, isso é inconcebível. Existe uma forma de fazer o atendimento de ocorrências com agilidade. O primeiro grande passo já foi dado. O sistema já foi adquirido, já está pago. Só precisa ser utilizado”, disse.

O técnico lembrou do caso recente do tiroteio no Colégio Goyases, no Conjunto Riviera em Goiânia. Na ocasião, um garoto abriu fogo contra colegas dentro da sala de aula. Dois adolescentes morreram e quatro ficaram feridos. Existem relatos que, durante socorro das vítimas, algumas delas foram levadas ao hospital pelos próprios pais ou pessoas que estavam no local porque as ambulâncias teriam demorado a chegar.

“Hoje não estamos preparados para uma grande catástrofe porque as comunicações realmente não funcionam, não estão integradas. A partir do momento que tem uma catástrofe e a prefeitura tem um sistema que consegue fazer o acompanhamento por câmeras, tem o controle do tráfego, dos semáforos, é possível fazer com que ambulâncias, guarda municipal e demais setores envolvidos no atendimento, agilizem o socorro de forma conjunta, diminuindo o tempo de resposta a essas ocorrências”, explicou.

 

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