Sindittransporte se reúne com Setransp no Ministério Público do Trabalho para discutir reivindicações da categoria

O sindicato dos trabalhadores pede um reajuste de 15%, enquanto foi concedido somente 7%

A fim de discutir uma melhoria salarial dos motoristas, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) tem uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (12/5) às 10h no Ministério Público do Trabalho (MPT) com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Setransp) e outros representantes das empresas de transporte coletivo.
A categoria reivindicava 15% de reajuste, mas a mudança foi de apenas 7%.

A assessora de comunicação do Sindittransporte, Nelma Pontes, informou ao Jornal Opção Online neste domingo (11/5) que esses 7% foram apenas um cálculo tarifário estabelecido pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC). “Isso não foi negociado conosco”, afirmou. De acordo com Nelma, o Setransp não apresentou proposta aos trabalhadores, e esta reunião foi solicitada pelo Sindittransporte ao MPT a fim de que haja conversações. “Marcamos esse encontro em função da falta de negociação com as empresas.”

O gestor de relacionamento do Consórcio RMTC, Marcos Villas Boas, explica que os trabalhadores do transporte estão recebendo os 7% retroativo de março, e que a negociação estava sendo feita em assembleia entre o Setransp e o Sinditransporte. Entretanto, de acordo com ele, o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) também comparecia aos encontros e as assembleias eram prejudicadas devido à divisão entre os dois sindicatos de trabalhadores da área do transporte. “O Sindicoletivo é um sindicato paralelo que tem a liberdade de ir à assembleia, mas não legitimidade de representar a categoria”, explicou.

A categoria ainda pede um reajuste no Ticket Alimentação, que segundo Marcos, ainda não foi discutido. O funcionário da RMTC explica que é pouco provável um indicativo de greve por parte do Sindittransporte. “Só se for por parte do Sindicoletivo”, afirmou.

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