Sindiposto alega não haver aumentos expressivos de combustível em Goiânia

Presidente do Sindicato, Márcio Andrade, disse que “comércio é livre para praticar os preços para que haja um mercado saudável”

Foto: Reprodução

Mais de 15 dias após o fim da greve de caminhoneiros, que causou desabastecimento de combustíveis pelo país, inclusive em Goiás, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado (Sindiposto), Márcio Andrade, falou ao Jornal Opção sobre os preços praticados atualmente pelas empresas na capital e alega não ter notado aumentos expressivos.

“Na verdade, até hoje o que eu percebi foi que houve redução da gasolina, pelo menos em alguns postos em que passei, de cerca de dez centavos”, afirmou Márcio, que completa dizendo que o mercado começou a perceber uma queda no preço dos combustíveis vindo da Petrobrás nesta semana. Especificamente sobre o etanol, o empresário não emitiu informações.

A queda do preço da gasolina mencionada pelo presidente diz respeito ao anúncio da Petrobrás sobre um novo corte no preço do litro do tipo A nas refinarias, o nono desde o início do mês. A partir desta quinta-feira (21/6), o valor do combustível vai ser de R$ 1,8841, ante R$ 1,8941, em vigor até esta quarta. A redução nos preços da gasolina nas refinarias, porém, representa uma queda de apenas 0,52% no valor do combustível. Isso se os empresários decidirem não transformar esse corte em margem de lucro.

Segundo o presidente do Sindiposto, o aumento nas margens de lucro foi constatado apenas na época da paralisação dos caminhoneiros para que os postos não sofressem prejuízo. Agora, porém, essa não seria a realidade.

Enquanto isso, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas, da Agência Estado, mostra que o etanol subiu 10,66% nos últimos 30 dias em Goiás, omaior aumento do Brasil no período verificado.

Perguntado se não há limites estipulados para que os postos não pratiquem preços abusivos ao consumidor, Márcio disse apenas que “o objetivo de não tabelar os valores é para que se tenha um mercado livre e saudável, desde que não haja ilegalidade”.

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Karina

Antes da paralisação dos caminhoneiros os valores da gasolina nos postos de abastecimento em Goiânia era de R $4.19 a R $4.29. E com esse valor os postos tinham sua margem de lucro. Mas atualmente os valores estão entre R $4.59 a R $4.90. Porque os valores estão mais altos, sendo que a paralisação era pra promover a queda desses valores do combustível? Os caminheiros fizeram uma grande paralisação para que houvesse por parte do governo uma proposta para queda do preço, mas não percebo por parte do governo melhoras para o consumidor.

Karina

Antes da paralisação dos caminhoneiros os valores da gasolina nos postos de abastecimento em Goiânia era de R $4.19 a R $4.29. E com esse valor os postos tinham sua margem de lucro. Mas atualmente os valores estão entre R $4.59 a R $4.90. Os caminheiros fizeram uma grande paralisação para que houvesse por parte do governo uma proposta para queda do preço, mas não percebo por parte do governo melhoras para o consumidor.