Sindicato diz que data-base anunciada pela prefeitura é “golpe” contra educadores

Vice-presidente do Simsed diz que trabalhadores da Educação em greve seguem sem previsão de acordo com a administração municipal

Os trabalhadores da rede municipal de educação que estão em greve, seguem sem diálogo com a Prefeitura de Goiânia. Segundo o vice-presidente do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), Valmer Medeiros, a explicação dada pela prefeitura para reajuste da data-base do salário dos servidores do administrativo abaixo da inflação do ano passado é um “golpe” contra a categoria.

Em entrevista ao Jornal Opção, ele disse ainda que não há aceno de diálogo com os trabalhadores em greve por parte da gestão de Iris Rezende (PMDB). “Seguimos sem proposta de acordo ou qualquer aceno por parte da administração. Temos 12 meses de inflação e a prefeitura quer aplicar reajuste considerando apenas 8. Isso é um golpe contra a categoria”, afirmou.

Na última quinta-feira (4/5), representantes dos servidores que aderem à paralisação foram à Câmara Municipal de Goiânia pedir auxílio dos vereadores para tentar diálogo com o Secretário de Educação, Marcelo da Costa.

Também na última quinta, a prefeitura divulgou nota explicando que a reposição salarial dos administrativos será de 2,94% e não 6,28%, o que seria o referente à inflação do ano todo, porque o reajuste será sobre os oito últimos meses de 2016.

Isso porque, segundo a prefeitura, até o ano passado o reajuste era realizado em maio e apenas a partir deste ano ele passou a ser feito em janeiro, portanto, o reajuste dos primeiros quatro meses já foram pagos.

A prefeitura também se comprometeu em chamar mas cerca de 2 mil aprovados em concurso público para integrar o quadro de funcionários da Educação. O vice-presidente do Simsed, porém, lembra que hoje são cerca de 4 mil que aguardam convocação. “Sem considerarmos o cadastro de reserva e lembrando o déficit enorme que existe hoje na pasta, a prefeitura deve convocar ao menos 4 mil”, disse Valmer Medeiros.

A categoria tem uma reunião marcada para o próximo sábado (6/5) para definir os próximos atos da greve e uma assembleia do movimento está marcada para semana que vem.

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