Em assembleia, Simsed decide pela continuidade da ocupação dos professores municipais na Câmara

Sem luz, ar condicionado e banheiros, grevistas insistem na ocupação

Poderia ser uma das comunidades do norte de Goiás que permanecem sem acesso a energia elétrica, mas não é. É como adormeceram os professores ocupados na Câmara dos Vereadores nessa terça-feira (10/6).

Depois de o pedido da categoria pelo impeachment do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), ter sido negado por 21 votos, contra nove e uma abstenção, os professores invadiram o plenário da Câmara. Na tentativa de conter o movimento, a atitude da presidência da Casa foi desligar as luzes, o ar condicionado e trancar os banheiros. Ainda assim, a categoria passou a noite no local. Nesta quarta-feira (11/6), em assembleia geral, os servidores decidiram pela continuidade da greve e da ocupação da Câmara. Para o professor e sindicalista Hugo Alves Rincon, “a greve só terminará após uma nova negociação”.

Os professores estão paralisados desde o dia (26/5) e reclamam o não cumprimento integral por parte da Prefeitura de Goiânia, do acordo firmado em outubro do ano passado após os servidores terem ocupado a Câmara por 14 dias, e saírem com um documento assinado pelo prefeito, se comprometendo a atender a algumas exigências.

Com a quebra do acordo, os professores reivindicam agora, o aumento salarial, a revogação do decreto 1.248/2014 – que suspende licenças e gratificações — e o cumprimento da data base da categoria. Além disso, contestam o desvio do dinheiro reservado à educação para quitação da folha de pagamento da prefeitura que se vê em crise financeira.

No ultimo dia 3, a Justiça de Goiás declarou a greve dos professores como ilegal. O Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) informou que a greve continua até que haja uma nova negociação e que a determinação judicial que caracteriza a greve como ilegal seja suspensa.

Para a Secretaria Municipal de Educação a situação está resolvida. A prefeitura apresentou uma proposta de reposição da data base prevista para 1º de novembro, que é o que se tem de condições para o atual cenário financeiro da prefeitura. Na segunda-feira (16/6) o comando de greve deve voltar a avaliar a ocupação e decidir os rumos da greve, até lá a greve e a ocupação continua.

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