Sheherazade sugere que Dilma e dono do Facebook armaram “complô” contra ela

Segundo apresentadora, queda na audiência em páginas oposicionistas na rede social estaria relacionada ao encontro entre a presidente e Mark Zuckerberg

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A âncora do Jornal do SBT, Rachel Sheherazade, usou as redes sociais para culpar o encontro de Dilma Rousseff e Mark Zuckemberg, na semana passada, pelo declínio dos acessos em sua página no Facebook. Segundo ela, a reunião entre a presidente e o criador da rede social teria relação com a queda de audiência de inúmeras páginas de oposição à petista.

“Sofremos uma brusca diminuição no alcance de nossa página e recebemos inúmeras denúncias de casos parecidos. Será que isso tem algo a ver com a visitinha da Presidente ao Mark Zuckerberg? #‎CensuraPetistaDetected‬”, escreveu a jornalista.

O encontro entre Dilma e Zuckerberg ocorreu na última sexta-feira (10). Na ocasião, os dois anunciaram uma parceria para inclusão digital nas áreas mais populosas do País e iniciaram uma discussão sobre soluções tecnológias para a internet em áreas remotas.

A teoria da apresentadora repercutiu entre os internautas e virou motivo para piada nas redes sociais. A jornalista também foi alvo de comentários devido à sua participação no programa Pânico, da Jovem Pan, na última semana. Na ocasião, Sheherazade teve uma discussão acalorada com o apresentador Emílio Surita sobre a redução da maioridade penal.

4 respostas para “Sheherazade sugere que Dilma e dono do Facebook armaram “complô” contra ela”

  1. Avatar Tiago Guilherme disse:

    A RACHEL SHEHERAZADE NÃO TEM PÁGINA NO FACEBOOK IDIOTAS. É DE FÃS DELA…¬¬

  2. Avatar José Mariano disse:

    Aiai quanta falta de criatividade inventa outra

  3. Avatar Fabrício disse:

    Como eu digo não há limites para o pensamentos dos coxinhas. Bitolados….

  4. Parece razoável que a presidente não esteja preocupada com uma apresentadora de Tv, mas que ela está de olho num projeto de “controle social” da mídia, ah, isso está, mesmo.
    O site HumanizaRedes no FB é uma prova disso.

    A contra-prova viria de uma rápida espiada no website da EFF mostra que nossa posição em relação aos demais países é penosa…em termos de retenção dos dados e de prova em processos do estado x cidadão e vice-versa, principalmente.

    Os ativistas de esquerda na web lutaram pelo Marco Civil da Internet sem pensarem muito no que isso representa para a liberdade de imprensa hoje e no futuro (haja vista que a tendência é a de jornais migrarem em massa para a web).

    By the way, não acho que ativistas estão preocupados com questões de longo prazo – o editorial do Estadão “Por uma internet Civilizada” dá pistas de que há incentivos de toda espécie girando aqui e ali para que a tese da ‘esquerda’ no poder seja vitoriosa – a de que é preciso ‘mão-de-aço’ e ‘braço-forte’ do Estado também no espaço da web. https://www.eff.org/deeplinks/2012/05/week-internet-censorship-iran-censors-internet-censorship-decree-indian-government

    Não creio como cidadão que o Zuckenberg está ‘namorando’ a Dilma. Ele está de olho numa fatia enorme da internet que depende de sua reprodutibilidade – por assim dizer (para usar o termo de W.B.) – a obra-de-arte dele é expandir não importa a que custo o seu império. Da universidade para a cidade, da cidade ao estado, deste ao país e ao mundo.

    A postura da Google p.ex., nesse domínio, é mais aceitável – do ponto de vista do consumidor preocupado também com a permanência dos valores da Democracia – isso foi o que levou à decisão da Google sair da China.

    No livro do CEO da Google – Eric Schmidt em parceria com o jornalista Jared Cohen (e ex-Assessor da Casa Branca), o capítulo sobre Estado policial 2.0 – é o mais assustador.
    (…) o equilíbrio de poder entre os cidadãos e seus governos vai depender de quantos equipamenos de vigilância estes possam comprar, manter e operar. Os estados genuinamente democráticos devem se esforçar para lidar com a perda de privacidade e controle trazida pela revolução de dados, mas, no final, o resultado será uma população com mais poder, políticos melhores e contratos sociais reforçados. (…) A longo prazo, a presença das tecnologias de comunicação vai desgastar muitos dos governos autocráticos, já que…a sorte de um regime restritivo e avesso a informações vai se tornar cada vez mais difícil frente a uma população fortalecida e “armada” com equipamentos pessoas capazes de checar os fatos sempre que houver um incidente duvidoso…”

    Estado policial 2.0 – o equilíbrio de poder entre os cidadãos e seus governos vai depender de quantos equipamenos de vigilância estes possam comprar, manter e operar. Os estados genuinamente democráticos devem se esforçar para lidar com a perda de privacidade e controle trazida pela revolução de dados, mas, no final, o resultado será uma população com mais poder, políticos melhores e contratos sociais reforçados. (…) A longo prazo, a presença das tecnologias de comunicação vai desgastar muitos dos governos autocráticos, já que…a sorte de um regime restritivo e avesso a informações vai se tornar cada vez mais difícil frente a uma população fortalecida e “armada” com equipamentos pessoas capazes de checar os fatos sempre que houver um incidente duvidoso…”

    “Existe uma tendência nas nações autoritárias de canalizar o poder da informação e da conectividade, em vez de apenas temer e proibir tais tecnologias, uma mudança da obviedade totalitária para formas mais sutis de controle registrada pelo jornalista William J. Dobson em seu excelente livro The Dictator’s Learning Curve (A curva de aprendizagem dos ditadores).

    “…ditadores e governantes [e governos] autoritários de hoje são muito mais sofisticados, espertos e ágeis do que no passado. Confrontados com pressões crescentes, os mais inteligentes não apelam para a criação de um Estado autoritário [tout-court, até porque se envergonham disso!] nem fecham suas portas para o mundo exterior; em vez disso, aprendem e se adaptam. Para dezenas de líderes autoritários, os desafios apresentados pelo avanço da democracia levaram à experimentação, criatividade e astúcia”…Mr. Dobson identificou inúmeras dessas rotas de consolidação do poder:
    1)Sistemas judiciais quase independentes;
    2)Parlamentos ‘aparentemente’ eleitos pelo povo;
    3)Leis bem abrangentes aplicadas de forma seletiva num cenário de mídia que ‘permite’ vozes dissonantes da oposição – desde que os opononentes do regime percebam seus limites implícitos;
    4) No lugar de governaos autoritários de “regimes párias dos velhos tempos” os governos autoritários modernos possuem “projetos conscientes e elaborados”, que devem ser construídos, polidos e reforçados com cuidado”.

    A profecia é assustadora e estamos no curso da história: “No espaço de uma década, as tiranias do mundo deixarão de ter uma minoria de cidadãos onl-ine e passarão a ter uma maioria”.

    Dito isso, podemos entender melhor porque o sr. Edson X veio de Sp para a secretaria de comunicação do Governo Dilma com o discurso de que “estamos fazendo tudo errado mesmo” (ou something like that); precisamos de investir na comunicação pela web.
    Abraços do Beto.
    https://www.eff.org/issues/mandatory-data-retention/brazil

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