Setores econômicos comemoram criação de polos de desenvolvimento pelo novo Plano Diretor

A partir dos Arranjos Produtivos Locais, polos de desenvolvimento (da Moda, Tecnologia e Agropecuário) terão incentivos próprios para seu desenvolvimento

Setores econômicos da capital goiana comemoraram novas medidas a serem implementadas, após a sanção ao Plano Diretor pela Prefeitura de Goiânia. A nova legislação que foi aprovada na Câmara Municipal de Goiânia, no dia 3 de fevereiro, segundo o Paço Municipal, vai desenvolver a cidade com mais geração de empregos nos próximos dez anos. Para isso, a criação de novos Arranjos Produtivos Locais (APLs), com o fortalecimento dos polos de Moda, de Tecnologia e Agropecuário, foi a principal estratégia adotada.

Representantes desses polos e empresários se mantém otimistas quanto ao futuro comercial goiano a partir dessas diretrizes – também comemoradas pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos). “É uma conquista que vai impulsionar o desenvolvimento da capital nos próximos 10 anos, com geração de mais empregos”, afirmou o chefe do Executivo municipal. Isso, porque tais APLs, estabelecidas de forma oficial pelo Plano Diretor, terão incentivos próprios para seu desenvolvimento, sendo o polo da Moda na Região da 44, o de Tecnologia no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), o e Agropecuário, na Avenida Castelo Branco – também chamada de ‘Agrovia Castelo Branco’, por seus comerciantes.

Quem ressaltou a sanção dessas medidas estabelecidas pelo Plano foi a própria relatora da matéria na Comissão Mista na Câmara Municipal, vereadora Sabrina Garcez, que afirmou que o principal desafio do Plano Diretor será o de ampliar o protagonismo da capital no processo de desenvolvimento econômico da Região Metropolitana. “Goiânia estava a se transformar em uma cidade-dormitório, enquanto municípios vizinhos cresciam. Não havia um processo de regularização fundiária, de moradia social, e estávamos perdendo investimentos”, destaca.

Não é de hoje, inclusive, o desejo de incentivo ao fortalecimento desses setores na cidade. Desde outubro, por exemplo, como adiantado com exclusividade pelo Jornal Opção, o Paço fala sobre tornar Goiânia ‘a capital da moda’. O vice-presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Lauro Naves, por exemplo, a partir das novas medidas, passou a acreditar na possibilidade do município se destacar cada vez mais em cenário estadual e nacional, quando se fala do ramo da Moda. “Antes Goiânia perdia pra Senador Canedo, Trindade e até Aparecida de Goiânia, então esse Plano Diretor veio para aumentar as oportunidades e o reconhecimento da cidade”, pontuou.

“Após anos, Goiânia finalmente voltará
a ser amiga docrescimento industrial”

Naves não esconde, inclusive, o otimismo quanto a possibilidade de Goiânia se consolidar como segundo maior polo distribuidor de Moda do Brasil. “Automaticamente, vamos ter acesso a mais recursos, criar ruas inteligentes para atrair turistas do país inteiro e formar pontos de apoio ao comprador”, complementa o vice-presidente da AER44. Para Lauro, a necessidade de modernizar a capital quando se trata do mundo da Moda é ainda mais importante no que tange ao potencial de crescimento da cidade, que ao estar localizada em um ponto “chave” do Centro-Oeste, se encontra próxima de todas as regiões do Brasil.

“Se você medir um raio de mil e duzentos quilômetros depois de Goiânia, você chega em quase todos os estados do país, então [o estabelecimento dos polos] isso é muito importante para atrair empresas ao município”, complementou. O ramo da Agropecuária, por outro lado, em todo está presente na cultura e na economia de todo o estado de Goiás. A nível estadual, inclusive, a agropecuária representou 80,4% das exportações totais do de Goiás em 2020, contexto que se reflete no cenário da capital. O empresário e representante da ‘Agrovia Castelo Branco’, Ricardo Cantaclaro, por exemplo, acredita que, após anos, Goiânia “finalmente voltará a ser amiga do crescimento industrial”.

“O polo agropecuário foi oficialmente criado no local [região da Castelo Branco] onde comércio do agronegócio é mais forte em Goiânia. Isso deve fortalecer as atividades produtivas, gerar crescimento econômico, emprego e até aumentar a arrecadação que o município tanto precisa”, comemora. Cantaclaro, inclusive, acredita que o impulsionamento ao desenvolvimento econômico irá irrigar demais setores, como o social e ambiental. O empresário não deixa de mencionar, no entanto, a importância das leis complementares ao Plano Diretor, para que a legislação entre em vigor da forma adequada.

Agora que o Plano Diretor foi sancionado pelo Paço, a Prefeitura tem 180 dias para trabalhar na revisão das 12 leis subsidiárias ao plano, que são o Código de Parcelamento de Solo, Código de Obras e Edificações, Código de Posturas, lei dos vazios urbanos, lei da transferência do direito de construir, lei da outorga onerosa, lei das atividades econômicas, lei do impacto de trânsito, lei do impacto de vizinhança, lei do projeto diferenciado de urbanização, lei ambiental e lei de habitação de interesse social. Para entrarem em vigor, as leis precisam ser aprovadas pela Câmara de Goiânia e posteriormente sancionadas pelo Paço.

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