SET, CMTC e empresas se reuniram neste domingo, mas não houve acordo

A paralisação dos funcionários de quatro empresas concessionárias de transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana continua

Terminal das Bandeiras, neste sábado, 19 | Foto : Divulgação

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET) Adriano Oliveira se reuniu na manhã deste domingo, 20, com representantes das empresas Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas e com a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), em busca de uma solução para a manutenção da operação da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC).

De acordo com Adriano não houve entendimento e ele disse que a proposta apresentada pelo poder público é ilegítima. “O que foi proposto vai deixar o problema de 2020, para a próxima gestão da administração municipal, sem trazer qualquer solução imediata”, alertou.

As empresas fizeram uma única reivindicação à prefeitura, que ela fizesse a adesão ao Plano Emergencial do Governo do Estado ou que apresentasse um plano emergencial substituto, o que está determinado na ação movida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). “Só temos um pleito, o cumprimento da ação judicial que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) recentemente”, defende Oliveira. A equipe do Jornal Opção não foi informada se o contato do SET com o prefeito Iris Rezende será feito ainda hoje.

Já a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), divulgou nota e informou que fez várias reuniões no fim de semana com representantes da Prefeitura de Goiânia e das empresas que operam o transporte público coletivo em Goiânia e região metropolitana, na busca de solução à crise instalada no serviço e que provocou, a paralisação do serviço por parte de motoristas, funcionários de garagens e do administrativo de quatro empresas concessionárias.

A CMTC levou a proposta da prefeitura de Goiânia de repassar aproximadamente R$ 1,8 milhão às empresas sendo o aporte financeiro valendo a partir deste mês de dezembro, e para os meses seguintes (janeiro a junho) a próxima administração faria o repasse de uma parcela do déficit operacional mensal das empresas, déficit esse que tem valores variados. A nova administração aceitou fazer o repasse, mas não houve acordo por parte das empresas, que entendem que a atual gestão deve também assumir o custo do déficit acumulado desde abril de 2020.

Ao final da reunião deste domingo, 20, ficou acertado que as empresas buscariam meios para que o serviço de transporte volte a operar amanhã sem prejuízo ao usuário, e uma nova rodada de negociações será iniciada com a nova gestão municipal de Goiânia e demais municípios a partir de 1º de janeiro de 2021.

Segundo a SET as empresas terão uma reunião com seus funcionários na tarde deste domingo, quando devem apresentar uma proposta de composição para que o movimento possa ser suspenso nesta segunda-feira, 21. O Jornal Opção vai trazer as informações e novidades deste assunto no decorrer do dia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.