Servidores protestam na Câmara após manobra para evitar arquivamento da reforma do IPSM

Articulação da gestão municipal e da presidência da Câmara fez com que texto saísse da CCJ, onde provavelmente seria arquivado, para apreciação direta em plenário

Servidores municipais voltaram a lotar as galerias do plenário da Câmara Municipal de Goiânia, na manhã desta terça-feira (4/9), para pressionar os vereadores pelo arquivamento do projeto de lei da reforma da Previdência.

O ato ocorre após articulação da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) e do presidente Andrey Azeredo (MDB) para evitar que o texto fosse arquivado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa de leis.

Andrey resolveu avocar o projeto, juntamente com dezenas de outras matérias, após reunião com o prefeito, sob a justificativa de que as propostas estariam paradas. Com isso, as matérias deixam as comissões para serem votadas diretamente em plenário.

Em entrevista ao Jornal Opção no início da manhã desta terça (4), a presidente da CCJ, vereadora Sabrina Garcêz (PTB), informou que ainda entraria em contato com Andrey para tratar do assunto.

O texto de autoria do prefeito Iris Rezende aguardava parecer da relatoria na Comissão de Constituição e Justiça da Casa de leis na última semana. Sem consenso entre a categoria e a prefeitura, o relator Wellington Peixoto (MDB) havia adiantado ao Jornal Opção na terça (28) que a matéria poderia sim ser arquivada já no colegiado, antes mesmo de ir a plenário.

O impasse maior passa pelo aumento progressivo da alíquota de contribuição dos servidores. A categoria sugere que a contribuição seja de 11%. Na proposta enviada pelo Executivo, entretanto, as alíquotas seriam de 12% a partir de 2019; 13% a partir de 2020 e 14% a partir de 2021.

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