Servidores municipais da Educação deflagram greve em Goiânia

Atividades serão paralisadas a partir da próxima terça-feira (11/4). Funcionários pedem melhorias nas condições de trabalho e convocação de concursados

O Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) definiu em assembleia na manhã desta quinta-feira (6/4) pela deflagração de greve dos servidores municipais a partir da próxima terça-feira (11/4). Até lá, os professores seguem em sala de aula com a orientação de informar a comunidade sobre a decisão. Neste dia, a categoria planeja um ato às 8 horas na porta da Catedral, no centro da cidade, para marcar o início da paralisação.

A orientação do sindicato é para que até o dia 11 os professores possam orientar a comunidade sobre a greve. A categoria considera que o secretário de Educação, Marcelo Costa, tem “ignorado” as 32 reivindicações apresentadas à administração.

Segundo o presidente do Simsed, Antonio Gonçalves, a prefeitura não paga o piso nacional aos professores e o reajuste concedido não cobre a inflação. “Hoje temos um caos na rede municipal de educação e, a partir do momento que o prefeito não apresenta nenhuma proposta concreta para atender às reivindicações, não vimos outra saída a não ser a greve”, disse ao Jornal Opção.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, a prefeitura será notificada ainda nesta quinta-feira (6/4).

Entre as principais demandas apresentadas, os servidores listam a convocação dos concursados, melhora na estrutura e segurança nas unidades de ensino, pagamento do piso salarial aos professores, melhora na qualidade da merenda escolar e revisão da data base.

Confira a lista completa das reivindicações da categoria:

  1. Melhoria nas escolas e CMEIs de Goiânia, para que seja garantido o pleno atendimento de direitos básicos dos estudantes e dos trabalhadores da educação;
  2. Imediato pagamento da data-base do trabalhador administrativo sem parcelamento, pois já deviam estar cumprindo desde o mês de janeiro;
  3. Piso Salarial para o trabalhador administrativo de dois salários mínimos;
  4. Cumprimento do Piso Nacional dos professores e reposição das perdas inflacionárias;
  5. Reajuste da Titularidade do professor;
  6. Reajuste do difícil acesso do professor;
  7. Direito das auxiliares de atividades educativas realizar substituição;
  8. Alteração do Plano de Carreira e Estatuto definindo o cargo de auxiliar como pedagógico e equiparando a suas vantagens na carreira a do professor;
  9. Auxílio locomoção para as auxiliares de atividades educativas;
  10. Pagamento dos oito meses de retroativo dos servidores administrativos, referentes a data-base de 2014;
  11. Pagamento das Progressões Horizontais (mudança de letra) e Verticais (Titularidade), com retroativo;
  12. Regulamentação do cargo de cuidador;
  13. Direito ao auxílio locomoção para o trabalhador administrativo, com alteração do Estatuto do Servidor, que não permite o recebimento de vale transporte para quem recebe acima de dois salários mínimos;
  14. Não fechamento do Ciclo 3;
  15. Não retirada dos direitos dos diretores: gratificação nos dois contratos ou dobras; permanência dos dois contratos para os que os possuem; retorno da incorporação da gratificação para aposentadoria;
  16. Reabertura de turmas EAJA noturno nas Escolas onde fecharam e Manutenção onde já existem;
  17. Imediata convocação dos aprovados no concurso público e não abertura de contratos temporários;
  18. Reajuste do Auxílio Locomoção e da Regência;
  19. Que a Progressão vertical dos servidores administrativos volte a ser de 2 em 2 anos;
  20. Igualdade do recesso escolar dos trabalhadores administrativos em relação aos demais servidores da educação;
  21. Direito a insalubridade para os trabalhadores administrativos;
  22. Pagamento de três meses retroativo do Piso dos professores no ano de 2014;
  23. Regência para o coordenador de turno;
  24. Melhorias no atendimento do IMAS;
  25. Melhoria na estrutura física de escolas e CMEIs;
  26. Cumprimento da lei que garante a substituição do administrativo imediatamente;
  27. Aumento da quantidade de administrativos nas escolas em que funcione o “Mais Educação”;
  28. O administrativo com formação superior na área da educação, tenha garantia de valorização tanto economicamente quanto socialmente no decorrer de sua carreira pública;
  29. Fim das Escolas e CMEIs de Placa;
  30. Melhoria na qualidade da merenda escolar e dos produtos adquiridos para o preparo dos alimentos, com garantia do fornecimento do lanche a todas as instituições, sem interrupções contínuas ou esporádicas durante todo o período letivo;
  31. Maior segurança nas instituições escolares, pois semanalmente as mesmas são assaltas e o patrimônio da escola é depredado. Que a guarda municipal possa realizar esse patrulhamento principalmente aos finais de semana;
  32. Concessão imediata da licença, para evitar o déficit e a sobrecarga dos demais trabalhadores.

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