Servidores do TJ-GO vão receber correção salarial por perdas da URV de 1994

Anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (8) na sede do Tribunal de Justiça de Goiás. Magistrados e servidores começam a receber já na folha salarial de junho

Anúncio foi feito nessa quinta-feira (8/6) Foto: André Saddi/Governo de Goiás

Rafaela Bernardes

Os servidores do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) vão receber, com juros e correção monetária, as perdas salariais decorrentes da conversão incorreta do Cruzeiro Real para Unidade Real de Valor (URV), em 1994. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (8/6) na sede do TJ com a presença do presidente do Tribunal, desembargador Gilberto Marques Filho, e do vice-governador do Estado, José Eliton (PSDB).

Os magistrados e servidores começam a receber os valores devidos a partir desta sexta (9), já na folha salarial de junho. Os pagamentos serão divididos em 100 parcelas para os servidores e em 130 para os magistrados.

O presidente explicou que o equívoco na conversão salarial foi de aproximadamente 11%, e que é uma conquista para os servidores goianos o pagamento da correção monetária.

“Essa diferença ocorreu no Brasil inteiro. Conseguimos agora, junto ao nosso governador Marconi Perillo [PSDB], fazer justiça aos nossos servidores. Estou muito feliz em estar vivendo este momento”, disse o desembargador durante entrevista à imprensa.

O vice-governador do Estado, que na solenidade representava o governador Marconi Perillo, ressaltou em seu discurso o trabalho orçamentário feito pelo governo estadual para cumprir o compromisso do Estado com os servidores do Tribunal.

“Foi preciso uma discussão orçamentária intensa para que fosse possível materializar esse direito dos servidores do Tribunal goiano. Só conseguimos porque foram meses de estudos e graças ao rigoroso ajuste fiscal realizado pelo governador Marconi Perillo”, ressaltou.

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Rian Nakano

Enquanto isto, esta mesma justiça que dá ganho de causa para seus magistrados em perdas de correção monetária, mantem mais de um milhão de poupadores de caderneta de poupança, com suas ações de cobrança judicial contra bancos bloqueadas. Que lutam desde 1986 para ressarcimento dos expurgos inflacionários dos planos Bresser, Verão e Collor I/II, em que os bancos depositários cometeram crimes de apropriação indébita com seus clientes, que estão usando ilicitamente este dinheiro há décadas. INFELIZMENTE ESTE É O ALTÍSSIMO CUSTO DA JUSTIÇA BRASILEIRA para a nação que paga uma fortuna em carga tributária que já beira os 40% do… Leia mais