Servidores do Samu têm sido hostilizados na rua, diz Secretaria Municipal de Saúde

Órgão da capital lamenta que funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência tenham sido vítimas de repúdio ou revolta no exercício de suas funções

Secretaria Municipal de Saúde lamentou que casos de servidores do Samu hostilizados tenham acontecido depois que foi deflagrada a Operação SOS Samu | Foto: Divulgação

Secretaria Municipal de Saúde lamentou que casos de servidores do Samu hostilizados tenham acontecido depois que foi deflagrada a Operação SOS Samu | Foto: Divulgação

A Operação SOS Samu, deflagrada na manhã desta terça-feira (21/6), que prendeu funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), quatro médicos, dois donos de hospitais e UTIs, dois agentes do Corpo de Bombeiros e um diretor do Samu, rendeu uma nota da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta tarde pelos desdobramentos nas ruas da divulgação do caso.

O órgão lamentou o fato de servidores do Samu terem virado alvo da revolta da população com o caso e tenham sido hostilizados nas ruas durante a prestação do serviço de socorro nas ruas da capital. “Toda a categoria de socorristas não pode sofrer por atos supostamente cometidos por alguns servidores, que já estão sendo investigados, e muito menos impedida de realizar o seu trabalho”, diz a nota.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os socorristas têm informado que passaram a ser alvo de xingamentos, ofensas e ameaças nas ruas a partir da divulgação dos casos de propina que envolve servidores do Samu. A central de atendimento, por meio do telefone 192, tem recebido ligações com conteúdo que deprecia o trabalho dos servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência na capital. “Os socorristas relataram que estão com medo”, afirmou a SMS.

O órgão disse que tem acompanhado e ajudado a Operação SOS Samu, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), com depoimentos e a punição dos envolvidos “caso seja provada conduta ilícita”. “As investigações em andamento não traduzem o trabalho do Samu e referem-se a servidores isolados.”

De acordo com a pasta, o prefeito Paulo Garcia (PT) determinou que seja aberta uma sindicância para a devida apuração dos fatos. “A SMS está colaborando com as investigações e reforça que o atendimento à população deve continuar sem prejuízos”, informou a Secretaria.

Procedimento

A SMS explicou o funcionamento do atendimento do Samu. A pasta explicou que a orientação dada aos socorristas é sempre a de encaminhar a pessoa atendida, quando for paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), ao pronto socorro mais próximo, o que normalmente é um Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais). Se o paciente socorrido pela equipe do Samu tiver plano de saúde, ele tem a opção de dizer em que unidade de saúde quer ser atendido.

Quando se trata de caso em que é necessário levar o paciente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o centro de triagem do Samu verifica qual unidade de saúde tem vaga em UTI em local mais próximo de onde os socorristas atenderam a pessoa. Essa checagem é feita por um dos médicos da equipe do Serviço de Atendimento Móvel à Saúde no sistema do Samu.

O médico que verifica a disponibilidade de vagas de UTI mais próximas ao local do atendimento da ambulância do Samu nem sempre é o mesmo, e é feito pelo profissional de Medicina que está em serviço. Essa equipe é supervisionada pelo diretor do Samu, Carlos Henrique Duarte Bahia.

Sindicância

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, por mais que a pasta tenha um procedimento padrão a ser adotado em situações como essa, para apurar possíveis crimes e irregularidade cometidas por servidores ligados à pasta, não é possível adiantar como esse trabalho será feito.

O órgão informou que aguardará o repasse de informações da investigação, como os funcionários da Saúde do Município, do Samu ou da SMS, envolvidos em supostos ilícitos para iniciar o procedimento de análise dos casos. De acordo com a Secretaria, o titular da SMS, Fernando Machado, não falará com a imprensa sobre a Operação SOS Samu.

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