Projeto de lei volta para o Congresso, que pode derrubar decisão presidencial. Comando Nacional de Greve deve se reunir para definir próximos passos do movimento

Servidores do Judiciário Federal em Goiás se reúnem na tarde desta quarta-feira (22/7) para deliberar sobre ações de mobilização para derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao projeto de lei que propunha o reajuste salarial da categoria. Caso fosse aprovada, a proposta reajustaria os salários entre 53% e 78,56% de acordo com a classe e o padrão do servidor.

[relacionadas artigos=”40960,40915″]

Apesar de já ser esperado o veto presidencial, os servidores se manifestaram e pressionaram pela sanção desde que o PLC 28/2015 foi aprovado pelo Senado na noite do dia 30 de junho. Na terça (21), milhares de servidores do Judiciário Federal se reuniram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto. E, após confirmação do Ministério do Planejamento ao STF de que a presidente realmente vetaria o reajuste, os trabalhadores continuaram mobilizados.

A justificativa do Governo pelo veto é o ajuste fiscal. “Sua aprovação [do projeto] geraria impacto financeiro de R$ 25,7 bilhões para os próximos quatro anos, ao fim dos quais passaria dos R$ 10 bilhões por exercício. Um impacto dessa magnitude é contrário aos esforços necessários para o equilíbrio fiscal na gestão de recursos públicos”, argumentou Dilma justificando o veto.

O Comando Nacional de Greve também deve se reunir ainda hoje na sede da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário e Ministério Público da União) para avaliar o cenário e definir os próximos passos do movimento. O projeto, após ser vetado, retorna ao Congresso Nacional no prazo de 30 dias onde é apreciado em sessão conjunta, podendo ser derrubado caso seja esse o entendimento da maioria absoluta dos deputados e senadores.