Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Goiás, aprovaram a deflagração de greve em assembleia geral. A discussão foi realizada nesta sexta-feira, 14. Em nota à imprensa, o movimento declarou que a decisão ocorre porque “o Governo insiste na proposta que piora os níveis iniciais da carreira e alonga a carreira”.

Os servidores afirmam que essa decisão prejudica especialmente novos servidores, tornando a carreira menos atrativa. Desde 2022, 25% dos novos concursados do Ibama já abandonaram a carreira, uma vez que é uma das menos atrativas do serviço público. A categoria, está em negociação com o Governo Federal desde outubro de 2023. Eles pedem por melhorias na Carreira de Especialista em Meio Ambiente (CEMA) e no Plano Especial de Cargos do Ministério do Meio Ambiente (PECMA).

O governo ainda insistiu na quebra de acordos anteriores, prejudicando parte dos servidores (servidores do Pecma). “Entendemos que a proposta é extremamente prejudicial para a missão institucional de proteção do meio ambiente. Porque fragiliza e desqualifica o trabalho dos órgãos”, disse em nota Leo Caetano, presidente da Asibama GO.

Os servidores aprovaram indicativo de greve, por isso, as superintendências, unidades técnicas, Cetas, gerencias regionais, Centros de Conservação e Unidades de Conservação ficarão com o atendimento ao público prejudicado. No ICMBio, 902 fiscais estão registrados, e dentre eles, 333 aderiram à paralisação, outros 159 solicitaram exoneração. No Ibama, dos 804 fiscais do Instituto, 535 aderiram à mobilização, além das 260 exonerações solicitadas. O déficit atual da carreira é de mais de 4000 vagas.

Sendo assim, os serviços ficarão restritos àqueles essenciais e em um percentual mínimo de servidores. Além de Goiás, outros 15 estados também já aprovaram a Greve.

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