Servidores da Prefeitura de Goiânia marcam assembleia com indicativo de greve

Sindicatos de varias categorias do funcionalismo público encorpam o movimento e pretendem promover paralisações pontuais ao longo do mês de junho

Bia de Lima, presidente do Sintego | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

Em assembleia geral em frente à Câmara Municipal de Goiânia, sindicatos de varias categorias de servidores municipais deliberaram, nesta terça-feira (5/6), a realização de uma nova assembleia geral, desta vez com indicativo de greve, para o próximo dia 21 de junho.
Até lá, os servidores prometem mobilizar ações junto à agenda do prefeito Iris Rezende (MDB) para forçar uma negociação.

“Vamos fazer uma perseguição da agenda do prefeito e ele vai ter que negociar […] Se não negociar, o município de Goiânia vai parar. A paciência do servidor público já esgotou”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás, Bia de Lima. Ela subiu à tribuna do plenário da Câmara para falar em nome das lideranças sindicais.

Eles reivindicam, principalmente, o pagamento da data-base, que não é concedido há dois anos. Além disso, as categorias pedem concessão das progressões salariais, pagamento do piso dos professores, melhores condições de trabalho e melhorias no atendimento do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores de Goiânia (Imas).

“Não estamos reivindicando nada que não seja lei. Tudo que está na nossa pauta é dever do prefeito. Quando o cidadão comum não honra seus compromissos são imputados multas e sanções, mas quando o poder público não cumpre a lei, nada acontece”, discursou a presidente do Sintego.

A relação do Executivo com os servidores piorou ainda mais após a tentativa frustrada da prefeitura de aprovar projeto de reforma da Previdência Municipal. A matéria, que aumentava a alíquota de contribuição dos servidores de 11% para 14% ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM), acabou sendo arquivada em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara no mês passado.

“A prefeitura usa a mídia para dizer que o que arrecada com IPTU não é suficiente para pagar a previdência querendo colocar a população contra os servidores, mas não fala nada sobre a dívida da própria prefeitura com o instituto. A nossa contribuição está em dia, mas agora querem que o servidor pague essa conta também”, disse Bia de Lima.

Além do Sintego, outras lideranças sindicais participaram da manifestação como o Sindicato dos Servidores Municipais de Goiânia (SindiGoiânia), a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-Goiás), Sindicato dos Servidores da Saúde de Goiás (Sindisaúde), Sindicato dos Funcionários da Fiscalização Municipal de Goiânia (Sindiffisc), entre outros.

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