Servidores da educação vão à Câmara denunciar “calotes” da gestão Iris

Sindicato denuncia que prefeitura está ignorando pagamentos como data-base, gratificação de 30% e progressões dos servidores

Antônio Gonçalves, coordenador geral do Simsed | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

Servidores da Educação vão realizar, nesta quinta-feira (9/11), ato na Câmara Municipal de Goiânia para pedir posicionamento dos vereadores quanto ao descaso que a categoria vem sofrendo por parte do Paço Municipal.

Representante dos servidores, o coordenador geral do  Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), Antonio Gonçalves falou ao Jornal Opção sobre os problemas que a categoria enfrenta nessa gestão.

“A prefeitura não está cumprindo vários direitos adquiridos pelos trabalhadores que estão sofrendo com essa situação. O prefeito está, verdadeiramente, nos dando calote e ninguém faz nada”, desabafou.

Dentre as reivindicações está o pagamento da data-base , um reajuste de 2,94% para os servidores administrativos da Educação. O índice havia sido acordado com a categoria no começo do ano e chegou a ser pago por três meses (maio, junho e julho).

No entanto, em agosto, o Paço “percebeu” que pagava a data-base de 2016 de forma ilegal — pois não havia encaminhado projeto de lei para a Câmara, nem publicado decreto. Assim, o salário referente àquele mês, pago em setembro, foi reduzido. Ventilou-se até a possibilidade de ressarcimento aos cofres públicos — o que ainda não ocorreu.

Outra questão é o não pagamento da gratificação de 30% para os auxiliares de atividades educativas. Tal benefício está previsto pela Lei de incentivo funcional e constava no edital do concurso realizado em 2016.

“Os servidores mais  antigos estão recebendo a gratificação, mas os que foram convocados este ano (cerca de 1.600) não estão recebendo. Isso fere o princípio da isonomia, numa mesma categoria, um servidor recebe e outro não. É uma coisa que não tem justificativa e é completamente ilegal”, denunciou.

Também estaria sendo ignorado pela prefeitura o pagamento das progressões dos servidores. O benefício é uma forma de reconhecimento pela qualificação dos trabalhadores.

A convocação dos aprovados no último concurso também esta em pauta. Segundo o Simsed, ainda existe déficit de profissionais e a prefeitura está fazendo contratos temporários em vez de convocar os aprovados no concurso.

Por fim, os servidores da educação ainda estão enfrentando problemas com a folha de pagamento. ” “Tem sido comum o salário do servidor chegar de forma errada. A folha de pagamento está uma bagunça e este mês alguns servidores ainda não receberam seus salários”.

O Simsed informou que o pagamento da categoria aconteceu na última quarta-feira (1/11) mas alguns servidores ainda estariam sem pagamento por “erro no banco”.

Jornal Opção  entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação. Por meio de nota o órgão informou que:

“Em relação a pagamentos aos servidores, já foi informado pelo prefeito Íris Rezende que a Prefeitura de Goiânia está se esforçando ao máximo para aumentar a arrecadação e reduzir as despesas para sanar o déficit herdado de 31 milhões mensais. Assim que essa meta for alcançada, todos os direitos dos servidores serão pagos.

Quanto a convocação, a SME informa que o índice de convocados já chega a 80% dos aprovados, com um total de 3.625 profissionais chamados entre os classificados nas vagas e também cadastro de reserva, o que condiz ao Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público do Estado”.

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