Servidores da educação municipal manifestam por recomposição salarial na Câmara de Goiânia

Além da manifestação do Simsed, assembleia realizada pelo Sintego aprovou estado de greve

Na manhã desta quinta-feira, 10, servidores da educação municipal realizaram em frente a Câmara Municipal de Goiânia uma assembleia com indicativo de greve, entretanto, a paralisação não foi deflagrada. Os servidores adentraram no local em protesto para que suas reivindicações pudessem ser ouvidas. Durante o ato, a Guarda Civil Metropolitana (GCM), Polícia Militar de Goiás (PM-GO) e Secretaria Municipal de Mobilidade estiveram no local. Todas as entradas do plenário da Casa estavam com guardas civis nas portas.

Os servidores percorreram os corredores da Câmara exclamando “33 pra todos já, senão vamos parar”. A pauta prioritária é pelo pagamento da data-base, piso integral, auxílio locomoção e regência para os contratos temporários, concurso público para a área com ao menos 3 mil vagas e segurança sanitária para os trabalhadores e estudantes.

Ao Jornal Opção, Antônio Gonçalves, coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Educação (Simsed), afirma que as reivindicações “não são pelo aumento salarial, mas por uma reposição de perdas inflacionárias dos últimos anos”. Ele destaca que a Prefeitura de Goiânia não ofereceu proposta para o pagamento da data-base de 2022, apenas para os anos de 2020 e 2021.

Além disso, os trabalhadores reivindicam o pagamento do piso do magistério em 33,24%, concedido pelo governo federal em fevereiro. O piso da categoria para 2022 será de R$ 3.845,63. A Prefeitura de Goiânia ofereceu na última quinta-feira, 3, o pagamento da data-base de 2020 e 2021 em uma única parcela, em 9,32%. Já o reajuste salarial do piso ficou definido em 7,5%.

Os servidores chegaram na Casa cedo, por volta de 8h da manhã já estavam se organizando do lado de fora da Câmara. A esperança é de que pudessem ser ouvidos em plenário durante a tribuna livre, que é o espaço dedicado à sociedade para falar, porém, a sessão foi encerrada logo por volta das nove e quarenta da manhã, por falta de quórum.

Possível greve

Além da manifestação da Simsed em frente à Câmara Municipal, assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) aprovou estado de greve. Nova reunião está marcada para a próxima terça-feira, 15, dia em que pode ser iniciada a greve dos profissionais da Educação.

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