Servidores da Educação denunciam mais de 40 obras paradas em Goiânia

Representantes do Simsed ocuparam tribuna livre para reivindicar pagamento da data-base dos administrativos e melhores condições de trabalho

Márcia de Andrade e Rafael Tristão, representantes do Simsed | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

Representantes do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação (Sinsed) usaram tempo da tribuna livre na manhã desta quinta-feira (9/11), na Câmara Municipal de Goiânia para trazer de volta antigas reivindicações da categoria que seguem ignoradas pela gestão de Iris Rezende (PMDB).

Segundo Márcia de Andrade e Rafael Tristão, existem hoje 46 obras paradas em Goiânia. Eles também reclamam da falta de transparência por parte da Prefeitura de Goiânia para verificar como são alocados recursos enviados pelo governo federal.

Eles pediram aos parlamentares que, à semelhança do que estão fazendo na CEI da Saúde, realizem visitas às escolas municipais para constatarem o estado precário das unidades. “Não temos segurança e há muitas situações de violência, inclusive assaltos às escolas”, contaram.

Os servidores voltaram a reivindicar o pagamento da data-base dos administrativos, que chegou a ser concedido pela prefeitura, mas foi cortado por um erro do Executivo em não ter encaminhado projeto de lei para apreciação da Câmara Municipal.

Concurso

A convocação dos aprovados no último concurso também esta em pauta. Segundo o Simsed, ainda existe déficit de profissionais e a prefeitura está fazendo contratos temporários em vez de convocar os aprovados no concurso.

“O concurso foi feito após sete anos e no lugar de convocar os aprovados, a Prefeitura faz processo seletivo para contratação de servidores”, denunciaram. Eles contaram que, além disso, 5.900 contratos estão chegando ao final e que não se sabe se serão prorrogados ou se os aprovados no concurso serão nomeados. “Outra questão é que neste ano e no ano que vem muitos administrativos irão se aposentar e como eles serão substituídos?”, questionaram.

Na última quarta-feira (8/11), Secretaria Municipal de Educação (SME) respondeu que 80% dos aprovados já foram convocados, conforme termo assinado junto ao Ministério Público, e que a administração “se esforça” para sanar o déficit mensal de R$ 31 milhões.

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