Servidora rebate declaração do presidente do Imas: “Realidade é outra”

Sebastião Peixoto declarou em entrevista ao Jornal Opção que o “Imas funciona às mil maravilhas”, mesmo em meio à greve de credenciados

Uma servidora que está na prefeitura de Goiânia há mais de 10 anos relatou ao Jornal Opção que apesar das falhas pontuais ao longo dos anos, nos últimos meses o atendimento médico por meio do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) tem piorado muito.

“É ruim você ter um médico ou uma clínica a qual você já está acostumada e já tem confiança e de repente não pode mais contar com aquele atendimento”, lamentou em entrevista nesta sexta-feira (2/3).

Ela conta que contraiu o que acredita ser uma conjuntivite alérgica, mas não conseguiu marcar consulta com o oftalmologista na última quinta-feira (1/3). Por mensagem, a clínica onde costuma ser atendida informou que o atendimento ao Imas está suspenso e que ela deveria entrar em contato a partir de segunda-feira (5/3) para “verificar se o atendimento já voltou”.

Durante toda esta semana, hospitais, laboratórios, clínicas e demais estabelecimentos de saúde credenciados ao Imas e ligados ao Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) realizaram uma paralisação de cinco dias por irregularidades nos repasses.

“É um constrangimento e a verdade é que não temos respaldo mesmo sendo cobrados todo mês. Se as consultas estão suspensas então deveria também suspender o desconto na nossa folha de pagamento”, disse.

A servidora, que preferiu não se identificar, também comentou a declaração do presidente do Imas, Sebastião Peixoto, que afirmou em entrevista ao Jornal Opção que “o Imas está funcionando às mil maravilhas”.

“Além de não conseguir a consulta, ainda fico na incerteza se semana que vem estará liberado? É revoltante pagar por um serviço e não poder usar. O presidente pode vir com essa conversa, mas a realidade é outra. O Imas é ruim há anos, mas agora está tudo pior. Ele só diz isso porque não depende do atendimento como nós dependemos”,  disse indignada.

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