Serial Killer diz que “não dá para lembrar” de todas as pessoas que matou

Serial Killer de Goiânia é julgado por mais um homicídio nesta quinta-feira (25/8). O ex-vigilante já foi condenado a quase 300 anos de prisão 

Tiago Henrique Gomes da Rocha é condenado a 290 anos de prisão por homicídios, dois assaltos a mão armada e posse ilegal de armada | Foto: Hernany César / TJGO

Tiago Henrique Gomes da Rocha é condenado a 290 anos de prisão por homicídios, dois assaltos a mão armada e posse ilegal de arma | Foto: Hernany César / TJGO

Começou na manhã desta quinta-feira (25/8) o 13º júri popular que enfrenta Tiago Henrique Gomes da Rocha, conhecido como Serial Killer de Goiânia. Desta vez, o ex-vigilante é julgado pelo homicídio de Beatriz Cristina de Oliveira Moura, ocorrido em 19 de janeiro de 2014.

Como o réu não quis se pronunciar, a promotoria requereu a exibição do vídeo de interrogatório de Tiago Henrique em audiência em 2015. No vídeo, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara pergunta a Tiago quantas pessoas ele matou e o vigilante não consegue responder, se atendo a dizer apenas “algumas”. “Mas foi uma, duas pessoas? Mais que isso?”, insiste o juiz. “Não dá para lembrar”, diz Tiago na gravação.

O vigilante já foi a condenado a 290 anos de prisão por 12 homicídios, dois assaltos a agência lotérica e posse ilegal de arma. Ainda vai a júri popular por outros 21 homicídios
No caso específico pelo qual é julgado nesta quinta-feira (25) ele alegou que tinha bebido muito antes do crime e que estava “alucinado”. Ele disse que se lembra de passar pelo local do crime mas não lembra do momento da abordagem.

Ainda em depoimento no ano de 2015, o vídeo mostrou o momento em que Tiago diz estar arrependido. Quando questionado pelo juiz como esse arrependimento se manifesta, se ele chora ou sente remorso, ele respondeu: “eu queria poder explicar, mas não consigo”.

O promotor que representa o Ministério Público de Goiás (MP-GO) na acusação, Maurício de Camargos, refutou a alegação de arrependimento de Tiago Henrique com o argumento de que, depois de Beatriz, ele teria matado outras 10 pessoas até ser preso, em outubro de 2014. No mesmo mês, em janeiro daquele ano, ele teria assassinado Beatriz e outras duas jovens.

A acusação feita pela promotor é pela condenação por homicídio duplamente qualificado, com motivação torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa, mais uma vez alegará semi-imputabilidade, tese já rejeitada pelos outros júris.

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