Sergio Moro aceita pedido da Polícia Federal e decreta prisão preventiva de Palocci

Ex-ministro é acusado de tentar interferir nas investigações ao retirar desktops de sua empresa. Agora, ele segue preso por tempo indeterminado

Foto: Fabio Pozzebom / Fotos Públicas e Divulgação

Palocci é acusado de intermediar esquema de pagamento de propina da Odebrecht para o PT | Foto: Fabio Pozzebom / Fotos Públicas e Divulgação

O juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sergio Moro, aceitou, nesta sexta-feira (30/9), pedido da Polícia Federal (PF) para converter a prisão temporária do ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda, Antonio Palocci (PT) em preventiva. O parecer também foi seguido pelo Ministério Público Federal (MPF). Agora, Palocci segue preso por tempo indeterminado.

Ele foi preso na última segunda-feira (36), na 35ª fase da Operação Lava Jato, a Omertà. No pedido de conversão, o MPF afirmou que Palocci e seu assessor, Branislav Kontic, retiraram desktops da empresa dele, o que foi encarado como ocultação de provas. Em resposta, Kontic disse que os computadores foram retirados de lá porque estavam velhos, informações contestadas pela Polícia Federal, que tem imagens que comprovam o bom estado dos equipamentos.

Outro fato apontado pela PF como justificativa para a conversão é que novas provas contra o ex-ministro foram encontradas nas investigações. Segundo os policiais, ele teria recebido R$ 32,7 milhões em dinheiro da empreiteira Odebrecht. A suspeita é de que o “italiano”, a quem os executivos se referem em algumas planilhas e e-mails, seja ele.

Palocci também é acusado de intermediar o pagamento de propina da Odebrecht, coordenando o esquema. Os valores movimentados atingiriam R$ 128 milhões.

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