“Sentimento é de revolta. Estamos largados”, diz presidente do Sindicato das Academias de Goiás

Denis Egídio garante que segmento possui total condição de fornecer protocolos seguros e adequados à realidade dos alunos. Prefeitura segue sem previsão para contemplar categoria

Divulgação/Prefeitura de Goiânia

Após diversas manifestações e reuniões, a prefeitura de Goiânia resolveu flexibilizar o funcionamento de alguns estabelecimentos comerciais na capital. No entanto, alguns segmentos, como as academias, por exemplo, não foram contempladas via decreto municipal. Além disso, também não há qualquer previsão para o retorno dessas unidades.

À reportagem, o presidente licenciado do Sindicato das Academias de Goiás (Sindac-GO), Denis Egídio, resumiu o sentimento da classe em uma única palavra: “revolta”. “Participamos de todas as reuniões com os técnicos da prefeitura, apresentamos o melhor protocolo de todos e ainda assim não fomos contemplados com a reabertura”.

Segundo o presidente, a secretária de Saúde, Fátima Mrue, disse a ele que a categoria só seria contemplada quando houvesse 50% de isolamento social ao longo de 14 dias seguidos. “Isso é utopia e disse a ela. Que critério foi utilizado para abrir a 44 então? Não estou criticando, acho, inclusive, que todos precisam trabalhar, mas temos condições de oferecer mais segurança e ainda assim não fomos atendidos”, desabafou.

A proposta dos trabalhadores deste segmento é de que as academias retornem às atividade de maneira totalmente organizada. “A partir do momento que isso for autorizado funcionaremos, por exemplo, com 30% de nossa capacidade total. Teremos 2 metros de distância entre cada equipamento, será proibido o uso de chuveiros, celulares, bebedouros. Além disso, distribuiremos álcool em potes individuais para higienização das maquinas e utensílios utilizados pelos alunos, o piso também será sanitizado a cada hora. Será proibido o uso de vestiários, guarda volumes e qualquer recurso que envolva o toque do nosso cliente”, explicou.  

Questionado sobre os estabelecimentos que já voltaram a funcionar de maneira irregular, o presidente disse considerar esta uma situação de “sobrevivência”. “Não posso julgá-los. As pessoas precisam colocar comida na mesa. Não tivemos auxílio ou apoio de ninguém. Estamos largados”, pontuou.

Em nota, a prefeitura de Goiânia reforçou que “a liberação ainda não atinge a Região da 44, prevista para reabertura apenas no dia 30 de junho. Outros setores, como academias, bares e restaurantes ainda não possuem previsão de liberação e estão sujeitos a avaliações epidemiológicas”, pontua.

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