Senadores fazem “sabatina informal” com Alexandre de Moraes em barco de Wilder Morais

Oito parlamentares teriam questionado o ministro sobre seu posicionamento em relação à Lava Jato e outros processos polêmicos que tramitam no supremo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve sabatinar o indicado do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apenas no próximo dia 22 de fevereiro. Mas, segundo registra o jornal Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira (10/2), um grupo de senadores fez uma espécie de “sabatina informal” com o ministro da Justiça licenciado no barco do senador Wilder Morais (PP-GO), em Brasília, na noite da última terça-feira (7/2).

Moraes teria sido questionado sobre acusações de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e sobre suas posições em relação à Operação Lava Jato, à legalização de drogas e à prisão em segunda instância.

O encontro teria acontecido na chalana Champagne, casa flutuante de Wilder. Alexandre de Moraes teria chegado acompanhado do assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), o também goiano Sandro Mabel.

O jornal registra que participaram do encontro os senadores Benedito Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PT-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassl (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrela (PMDB-MG).

Wilder Morais e Benedito Lira são membros da CCJ que vai sabatinar oficialmente o indicado e Sérgio Petecão e Ivo Cassol são suplentes da comissão.

Segundo relatos de parlamentares que participaram do encontro, a conversa foi séria e entrou pela madrugada do dia 8 (quarta-feira). Moraes teria se recusado a responder perguntas sobre o processo da Lava Jato, do qual será revisor no plenário da corte.

Alexandre de Moraes, que ainda precisará ser aprovado pela maioria do senado teria sido cauteloso em suas repostas e demonstrou ser favorável ao entendimento que permite que réus em segunda instância possam ser presos mesmo com recursos pendentes na Justiça e sinalizou ser contra a legalização das drogas. Sobre sua ligação com o PCC, Moraes disse que a associação foi um equívoco baseado em reportagens jornalísticas.

Dois dias após ser indicado pelo presidente, o ministro licenciado visitou, no dia 8, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na ocasião ele anunciou que pretendia realizar visitas a todos os 81 senadores e que vai responder a todos os questionamentos durante a sabatina.

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