Senadora bolsonarista diz não pactuar com ataques ao Supremo

Soraya Thronicke (PSL-MS) tem sido atacada por ala da extrema-direita por críticas ao radicalismo

Senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). | Foto: Agência Senado
Senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). | Foto: Agência Senado

Apoiadora do governo de Jair Bolsonaro, a senadora Soraya Thronicke disse não pactuar com extremismo político atuante na ala da extrema-direita. Em entrevista à BBC, a parlamentar criticou os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegou estar abalada pela quantidade de mortes por covid-19 e não garantiu apoio ao presidente nas próximas eleições.

Soraya tem sido atacada por apoiadores do governo nas redes sociais. Acusada de pular para a “terceira via”, a senadora tem se afastado da base de Bolsonaro por causa do “radicalismo” e do “fanatismo”. Mesmo assim, evitou críticas ao presidente durante a entrevista.

Quanto aos pedidos de impeachement de ministros do STF, Thronicke alegou que “não é o momento”. Na última sexta-feira (20), o presidente protocolou no Senado o pedido de afastamento de Alexandre de Moraes.

A senadora apontou que o extremismo cega os apoiadores da direita, que, muitas vezes, confundem as ideologias e fogem das convicções da ala. “Eu não gosto de ser confundida com essa vertente. Tenho postura bastante racional e responsável”, reafirmou Soraya.

Apesar de alegar não ter tido acesso aos autos do processo contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson, a senadora diz ter visto parte do vídeo sobre os ataques ao Supremo. Segundo Soraya, a liberdade de expressão não é salvo-conduto para cometer crimes, e os responsáveis devem ser punidos de acordo com o Código Penal.

Para a parlamentar, os excessos dos apoiadores do presidente o prejudicam. “Se eles queriam ajudá-lo, eles estão fazendo exatamente o contrário”, pontuou.

Outro ponto debatido na entrevista à BBC foi as atitudes do presidente, como tirar máscaras de crianças e ataques ao ministro Luiz Roberto Barroso. Dessa vez, Soraya evitou fazer críticas diretas a Bolsonaro e jogou a responsabilidade para ministros e assessores que o rodeiam.

Quanto às pesquisas que apontam rejeição acima de 60% de Bolsonaro, a senadora alegou não confiar totalmente nos dados. No entanto, em caso de concretude dos resultados, a sugestão foi para que assessores estudem para mudar o rumo dos números.

Fonte: BBC.

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