Senador goiano acredita que regulamentação de criptomoedas trará segurança a investidores

Audiência pública reuniu senadores e especialistas para debaterem a segurança e adesão da mais nova forma de investimento

Foto: Jornal Opção

A discussão sobre as novas formas de investimento chegou ao Congresso. Acontece que na última semana o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), presidiu uma audiência pública que reuniu especialistas do setor de criptomoedas e representantes da Receita Federal. A reunião foi realizada em conjunto com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa.

Os especialistas presentes no encontro defenderam a regulamentação  do mercado  de  operações envolvendo criptomoedas – moedas virtuais negociadas pela internet -, que tem movimentado bilhões de dólares no mundo. No Brasil, esse novo modelo de investimento tem ganhado cada vez mais força.

Visando à total transparência dessas operações, Vanderlan entende que a nova modalidade financeiras baseada em  moedas digitais precisa ser mais “detalhada”. “É um volume de recursos muito alto operacionalizado no Brasil e no mundo. Os investidores precisam de segurança e de transparência”, observou o senador.

Expansão da moeda

Conforme mostrado pelo Jornal Opção no último dia 18, o Facebook anunciou o lançamento da chamada “Libra”, uma criptomoeda própria da empresa, além da “Calibra”, uma subsidiária do Facebook. Os lançamentos confirmam a entrada da marca de Zuckberg no mundo das finanças.

Em suma a proposta da moeda digital é oferecer aos usuários a possibilidade de economizar, transferir ou gastar dinheiro com a mesma simplicidade do envio de uma mensagem de texto. Segundo a empresa a proposta é competir com bancos e reduzir custos de consumidores.

Com mais de 2 bilhões de perfis no mundo, o Facebook também quer que seu sistema de pagamentos com moeda digital sirva para usuários que também não tenham conta bancária. Ainda segundo o Facebook, a carteira digital permitirá o envio de criptomoedas por meio do smartphone, através das plataformas do grupo.

“Com o tempo, também esperamos oferecer serviços adicionais para pessoas e empresas, como pagar contas apenas apertando um botão, comprar uma xícara de café escaneando um código, ou usar transporte público sem a necessidade de carregar dinheiro ou um cartão de transporte”, informa um comunicado oficial.

Após o encontro no Senado Federal, Cardoso considerou, em entrevista, a reunião proveitosa para que as dúvidas relacionadas a essa nova tendência do mercado investidor pudessem ser esclarecidas. “A audiência foi requerida pelos senadores Flavio Arns (REDE-PR) e Styvenson Valentin (Podemos-RN) e se estendeu por cerca de três horas. O encontro foi extremamente oportuno, haja vista que os especialistas puderam nos explicar a segurança desse mercado”. 

Além do presidente da CCT e dos demais senadores autores da proposta, participaram também dos debates a presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia, Natália Garcia; o representante da Receita Federal, Rafael Santiago Lima e o presidente da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain, Fernando de Magalhães Furlan. A população pode participar por meio do portal e-cidadania do Senado Federal.

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