A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que intime o senador Alexandre Luiz Giordano (MDB-SP) para prestar esclarecimentos sobre uma acusação de suposto uso inadequado de verba indenizatória no exercício de sua atividade parlamentar. O pedido foi encaminhado à relatora, a ministra Cármen Lúcia, na quinta-feira, 18.

Conforme a denúncia, Giordano teria realizado abastecimentos em dois postos de combustíveis com valores considerados “exorbitantes” e efetuado despesas significativas em restaurantes e churrascarias de luxo. O Ministério Público Federal (MPF) destaca a quantidade de combustível adquirida pelo senador em um único dia, mencionando a compra de 507,61 litros de gasolina e 188,67 litros de diesel em 19 de dezembro de 2022, equivalente ao abastecimento de mais de 12 veículos de passeio.

Além disso, há menção a outra data, 2 de janeiro de 2023, com a compra de 324,35 litros de gasolina. O MPF apresentou como evidência notas fiscais emitidas pelo Auto Posto Mirante Ltda., totalizando R$ 3.940,78 em 19 de dezembro de 2022 e R$ 1.691,22 em 2 de janeiro de 2023.

O ofício, assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho, destaca a necessidade de conceder ao parlamentar a oportunidade de esclarecer os fatos para uma melhor condução da investigação.

O senador Giordano, que assumiu o mandato no Senado em 31 de março de 2021, após a morte do titular Major Olímpio, em decorrência da Covid-19, respondeu por meio de nota que a nota fiscal em questão refere-se a 15 dias de abastecimento, destacando que a polêmica em torno do assunto não condiz com a realidade de um único dia.