Senador do dinheiro na cueca exercia influência para “fins ilícitos” na Saúde de Roraima, aponta STF

Inquérito relata indícios de uso da influência política do parlamentar para favorecer, no âmbito de contratos celebrados pela Secretaria de Saúde de Roraima, empresas privadas a ele ligadas

Senador Chico Rodrigues (DEM-RR) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) teve o sigilo levantado pelo ministro Luís Roberto Barroso. O documento aponta que o parlamentar flagrado com dinheiro na cueca exercia “forte influência” na Secretaria de Saúde do Estado de Roraima, e ressalta que a atuação se daria para “fins ilícitos”.

“As mensagens e as exonerações sugerem forte influência do senador Chico Rodrigues na Secretaria de Saúde do Estado de Roraima, bem como levantam a suspeita de que essa influência fosse exercida para fins ilícitos”, afirma o documento, que é assinado por Barroso.

Ainda de acordo com o relatório “existem indícios de que o senador tenha se utilizado da influência política inerente à sua função pública para favorecer, no âmbito de contratos celebrados pela Secretaria de Saúde de Roraima, empresas privadas a ele ligadas, direta ou indiretamente”.

Barroso destaca que merece destaque o fato de que o senador, até então, membro da comissão mista do Congresso Nacional responsável por acompanhar os gastos do governo federal com a pandemia do novo coronavírus. “Sua influência pode se estender, portanto, desde a obtenção dos recursos em Brasília até o seu gasto no órgão estadual de Roraima”, pontua.

Senador está afastado

O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal em Boa Vista no dia 14 de outubro. Na ocasião, os agentes localizaram dinheiro em espécie na cueca do parlamentar. Por causa da operação, o ministro Barroso determinou o afastamento de Rodrigues por 90 dias.

Contudo, o próprio senador solicitou afastamento do mandato por 90 dias. Em seguida, ampliou a licença para 121 dias. O senador nega as acusações. De acordo com a defesa de Rodrigues, o dinheiro encontrado na cueca tem “origem particular comprovada” e se destinada ao “pagamento dos funcionários de empresa da família”. (Com informações do R7)

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