Senado vai barrar candidato “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro ao STF, diz colunista

Sabatina de André Mendonça será “congelada” e STF vai ficar com dez ministros, em resposta ao pedido de impeachment de Alexandre de Moraes feito pelo presidente

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro (sem partido), vai ser o “cordeiro sacrificado” por conta das atitudes do presidente. A decisão de pautar a sabatina é de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e ele não está disposto a pautar. 

As informações são da colunista Olga Curado. Mendonça foi indicado há mais de um mês – dia 13 de julho , e teria as credenciais para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

O ex-ministro André Mendonça, com Jair Bolsonaro | Foto: Isaac Amorim / MJSP

Para ser confirmado no STF, é preciso passar pelo rito do Senado , que inclui a sabatina na CCJ. Bolsonaro já estaria comunicado de que o seu pretenso juiz “terrivelmente evangélico” não deve assumi-la.

Segundo a colunista, Alcolumbre poderá explicar na próxima semana que não faz sentido dar vazão levar para o STF um nome indicado por alguém que insiste em atacar e desacreditar o tribunal e propõe impedimento de um ministro por não concordar com seu julgamento.

Ou seja, a atitude de Bolsonaro em levar adiante pedir o impeachment de Alexandre de Moraes vai impactar na decisão do Senado. Sendo dessa forma, o STF vai conviver por algum tempo com dez ministros e o risco de empate nas decisões.

* Com informações do portal UOL.

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