Senado retoma julgamento de Dilma com depoimentos de testemunhas de defesa

Em segundo dia de sessão, senadores ouvirão e farão questionamentos às seis testemunhas arroladas pela defesa de Dilma Rousseff (PT)

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária para votar a Denúncia 1/2016, que trata do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Roussefff por suposto crime de responsabilidade. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Tem continuidade nesta sexta-feira (26/8) o julgamento final do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário do Senado Federal. Após um primeiro dia tumultuado, com 16 horas de trabalho ao todo, os senadores voltam a se reunir nesta sexta para ouvir as seis testemunhas arroladas pela defesa.

A intenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda a sessão, é esticar hoje os trabalhos até que a última testemunha seja ouvida. Na expectativa de ter o domingo para descansar, o ministro está disposto, inclusive, a virar a madrugada de hoje para amanhã.

Para dar mais celeridade aos trabalhos, Lewandowski fará um apelo aos senadores por mais objetividade, mas tudo depende da lista de inscritos. Só para a primeira testemunha do dia, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, a lista já tem 30 nomes. A relação pode diminuir ou crescer ao longo da participação do economista.

Além de Belluzzo, também serão interrogados o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Geraldo Prado, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, a ex-secretária de Orçamento Federal do governo Esther Dweck, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa e, por fim, o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Lodi Ribeiro.

Acusação

Senadores favoráveis ao impeachment vão tentar impugnar as testemunhas da defesa usando os mesmos argumentos do advogado José Eduardo Cardozo.

Na última quinta-feira (25/8), foram ouvidas as duas testemunhas de acusação. O primeiro, procurador junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira, foi ouvido não como testemunha, mas como informante, já que Lewandowski levou em conta o fato de Júlio Marcelo ter se manifestado pelo Facebook chamando pessoas para um ato a favor da rejeição das contas da presidente, o que, para o ministro, não é compatível com a função de procurador. O segundo a ser ouvido na quinta-feira foi o auditor do TCU Antônio Carlos Costa D’Ávila Carvalho Júnior.

A estratégia da acusação, portanto, é apresentar questões com os mesmos argumentos para tentar que alguns nomes da defesa sejam rejeitados.

No caso de Belluzzo, senadores favoráveis ao impeachment têm menos expectativa de que a questão seja acatada por Lewandowski. O economista foi o autor de um manifesto encaminhado ao STF pedindo o arquivamento do processo contra Dilma. Mas, como é pessoa física, sem ligação com órgãos públicos, a situação de Belluzzo é diferente do procurador ligado ao MP. O mesmo ocorre em relação ao advogado Ricardo Lodi, amparado pelo código da Ordem dos Advogados do Brasil. (Com Agência Brasil e Agência Senado)

 

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