Senado defende “limite” para relações cordiais com Executivo

Líderes partidários alegam que Jair Bolsonaro não tem respeitado tentativas de aproximação entre poderes, em razão disso é necessário “subir tom”

Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta quinta-feira, 28, senadores discutiram o estabelecimento de um “limite” para buscar conciliação com o Poder Executivo. De acordo com os senadores, o presidente da República, Jair Bolsonaro, não tem respeitado as tentativas de aproximação entre os poderes, em razão disso o Legislativo precisa subir o tom.

A discussão se refere ao embate entre o Executivo e o Judiciário a respeito de inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra ataques a ministros. O presidente e o seu filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reagiram à ação com críticas incisivas ao STF.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) falou da necessidade de se estabelecer um “limite” para as relações cordiais com o Executivo. “Nós estamos assistindo a um confronto permanente, e não queremos que isso prospere. Se o Congresso colabora, cabe aos outros poderes a mesma compreensão. É preciso que se estabeleça um prazo. Nós não podemos ficar indefinidamente pedindo o entendimento” declarou.

O líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), destacou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, é “o principal fator de desestabilização do país”. “

“Há um momento em que nós teremos que não somente chamar à conciliação. O senhor [Davi Alcolumbre] tem se esforçado, tem dialogado de todas as formas, mas o presidente, de segunda a sexta, fica fazendo política em cima de cadáveres. Em algum momento, tem que ser dito que ele não pode avançar mais” disse Randolfe.

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