Senado conclui debate sobre pronúncia; retomada dos trabalhos será ainda nesta terça

No total, 47 senadores se pronunciaram a favor ou contra o parecer de Anastasia (PSDB); Previsão do Planalto é de que Dilma se tornará ré no processo com, pelo menos, 60 votos

A chamada fase de pronúncia, que define se Dilma irá ou não a julgamento por crime de responsabilidade se iniciou na manhã desta terça-feira (9/8) e deve terminar já na madrugada desta quarta-feira (10). Após o pronunciamento dos senadores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, suspendeu por 30 minutos a sessão, que retoma os trabalhos ainda na noite desta terça.

Na etapa que começa agora, acusação e defesa usam a palavra, pelo prazo de 30 minutos cada. Pela acusação, que será a primeira a se pronunciar, fala o advogado Miguel Reali Junior, autor do pedido de impeachment que originou o processo. Pela defesa, falará em seguida o advogado José Eduardo Cardozo.

Após a votação do texto-base, os parlamentares ainda discutirão e votarão os destaques, que são sugestões pontuais de mudança no texto final. Por acordo entre os líderes partidários ficou acertado que cada partido poderá apresentar até quatro destaques ao texto, que terão dois minutos de encaminhamento favorável e dois contrários cada.

Expectativa

O Palácio do Planalto trabalha com a expectativa de que 60 senadores irão votar a favor de que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) seja julgada pelo Senado no processo de impeachment. Por meio de assessores e de ministros do núcleo político, o presidente interino Michel Temer (PMDB) acompanha os debates no Senado.

Na última segunda-feira (8), o presidente interino recebeu o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), para discutir o assunto. Durante a conversa, no Palácio do Jaburu, ouviu a previsão de que em torno de 60 senadores devem concordar com o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), que defende o julgamento de Dilma.

Temer está sendo informado sobre as discussões no plenário do Senado e, de acordo com assessores, não tem feito telefonemas aos parlamentares. Em agenda não prevista, o presidente interino recebeu a senadora Lúcia Vânia (PSB-GO) hoje no gabinete. Pela manhã, Temer participou do lançamento do programa de revitalização do Rio São Francisco, que teve a participação do presidente do Senado, Renan Calheiros. Após o evento, Temer se encontrou rapidamente com Padilha e o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para se atualizar sobre as discussões no Senado.

Dois assessores da articulação política do governo acompanham a sessão para repassar as informações ao gabinete presidencial. Vários parlamentares favoráveis ao impeachment abriram mão de se pronunciarem para poder agilizar o processo e, no total, 47 senadores discursaram na tribuna.

 

Senadores que apoiam Dilma pediram que a sessão fosse suspensa após as falas dos advogados e retomada na quarta-feira (10) para votação, mas como não houve acordo com os demais, Lewandowski decidiu continuá-la até a votação, mantendo a programação de fazer intervalos a cada quatro horas. (Com informações da Agência Brasil)

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.