Seminário debate infestação e caça estratégica do javaporco em Goiás

Estima-se que a espécie esteja presente em 61 dos 246 municípios goianos

Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO) manifestou-se sobre a infestação de javalis no Estado. Segundo o conselho, estima-se que a espécie esteja presente em 61 dos 246 municípios goianos. As cidades goianas mais infestadas são: São Miguel do Passa Quatro, Orizona, Vianópolis, Leopoldo de Bulhões e Gameleiras.

Nesta região, mais de 150 nascentes foram destruídas nos últimos dois anos e produtores chegaram a perder toda a plantação devido aos ataques dos javaporcos. O assunto foi tema de debate no “1° Seminário sobre Javalis: a análise do invasor”, realizado em Goiânia por iniciativa do iniciativa da Comissão de Animais Selvagens e Meio Ambiente do CRMV-GO.

O javali é uma espécie exótica invasora trazida da Europa no início do século 20. Atualmente, é considerado uma das 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo, ao proliferar e expandir rapidamente em diversas regiões, pois não tem predador natural no país.

No Brasil, a população de javalis cresce exponencialmente, de 5% a 15% ao ano, concentrando nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Esse aumento do número de javalis e, consequente expansão territorial, devem resultar em convívio com a população das periferias das cidades, pois esses animais também vivem à procura de resíduos que os alimente.

Risco à Saúde Única

De acordo com o CRMV-GO, os javalis causam danos à fauna, diminuindo a biodiversidade, à flora, gerando grandes perdas nas lavouras de milho e de soja, desencadeiam o assoreamento de cursos de água e processos de erosão do solo.

Além disso, representam um grave risco sanitário para a atividade pecuária e riscos à saúde pública devido às várias zoonoses que esses animais veiculam, como hepatite tipo “E”, febre hemorrágica de Crimeia-Congo, peste suína clássica, febre aftosa, leptospirose, tuberculose, entre outras, como ressaltou a presidente da Comissão de Animais Selvagens e Meio Ambiente, Luana Rodrigues Borboleta.

A programação do evento abordou desde a biologia e comportamento da espécie, para entender o motivo desse animal ser considerado uma praga, a temas como caça estratégica. O seminário teve o apoio institucional do Ministério Público do Estado de Goiás (CAOMA MP-GO), Agrodefesa, Associação Goiana de Suinocultores (AGS), IBAMA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Associação Nacional de Caça e Conservação (ANCC), Instituto Chico Mendes (ICMBio), Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG e Exército Brasileiro.

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